Aṅguttara Nikāya 11.18

Samadhi (pathama) Sutta

Concentração

Então um certo número de bhikkhus foram até o Abençoado e depois de cumprimentá-lo sentaram a um lado e disseram: “Venerável senhor, um bhikkhu poderia alcançar uma tal concentração de modo que ele não teria a percepção da terra em relação à terra, nem da água em relação à água, nem do fogo … do ar … da base do espaço infinito … da base da consciência infinita … da base do nada … da base da nem percepção, nem não percepção … deste mundo … nem do mundo além em relação ao mundo além; qualquer coisa ouvida, sentida, conscientizada, buscada, procurada, ponderada pela mente, e ainda assim seria perceptivo?”

“Sim, bhikkhus, um bhikkhu poderia.”

“Mas como, venerável senhor, um bhikkhu poderia alcançar uma tal concentração?”

“É o caso em que um bhikkhu tem a percepção deste modo: ‘Isto é a paz, isto é o sublime, isto é, o silenciar de todas as formações, o abandono de todas as aquisições, a destruição do desejo, desapego, cessação, nibbana.’ É desse modo que um bhikkhu pode alcançar uma tal concentração da mente de modo que ele não tenha a percepção da terra em relação à terra, nem da água em relação à água, nem do fogo … do ar … da base do espaço infinito … da base da consciência infinita … da base do nada … da base da nem percepção, nem não percepção … deste mundo … nem do mundo além, em relação ao mundo além; qualquer coisa ouvida, sentida, conscientizada, buscada, procurada, ponderada pela mente, e ainda assim seria perceptivo.”