Aṅguttara Nikāya 3.128

Anuruddha Sutta

Para Anuruddha

Então o Ven. Anuruddha foi até o Ven. Sariputta e ao chegar ambos se cumprimentaram. Depois que a conversa cortês e amigável havia terminado ele sentou a um lado e disse para o Ven. Sariputta: Através do olho divino, que é purificado e ultrapassa o humano, eu vejo milhares de universos. Minha energia está estimulada e incansável. Minha atenção plena está estabelecida e inabalável. Meu corpo está calmo e sem agitação. Minha mente está concentrada e unificada. No entanto a minha mente não está liberta das impurezas através do desapego.

Sariputta: Meu amigo, quando o pensamento lhe ocorre, ‘Através do olho divino, que é purificado e ultrapassa o humano, eu vejo milhares de universos,’ isso está relacionado com a sua presunção. Quando o pensamento lhe ocorre, ‘Minha energia está estimulada e incansável. Minha atenção plena está estabelecida e inabalável. Meu corpo está calmo e sem agitação. Minha mente está concentrada e unificada,’ isso está relacionado com a sua inquietação. Quando o pensamento lhe ocorre, ‘No entanto a minha mente não está liberta das impurezas através do desapego,’ isso está relacionado com a sua ansiedade. Seria bom se—abandonando essas três qualidades, não dando atenção a essas três qualidades—você dirigisse a sua mente para a propriedade do Imortal.’

Assim, depois disso, o Ven. Anuruddha—abandonando essas três qualidades, não dando atenção a essas três qualidades—dirigiu a mente dele para a propriedade do Imortal. Permanecendo só, isolado, diligente, ardente e decidido, em pouco tempo, ele alcançou e permaneceu no objetivo supremo da vida santa pelo qual membros de um clã deixam a vida em família pela vida santa, tendo conhecido e realizado por si mesmo no aqui e agora. Ele soube: “O nascimento foi destruído, a vida santa foi vivida, o que deveria ser feito foi feito, não há mais vir a ser a nenhum estado.” E assim o Ven. Anuruddha tornou-se mais um dos Arahants.