COLEÇÃO DAS REGRAS MONÁSTICAS DO BUDISMO THERAVĀDA

O Código de Disciplina Monástica dos Bhikkhus

Regras Pārājika 2: Tomar aquilo que não foi oferecido

História de origem

Primeiro sub-relato

Em certa ocasião, o Abençoado estava em Rajagaha no Pico do Abutre. naquela ocasião, um número de bhikkhus amigos tinha acabado de erguer alojamentos na encosta do Monte Isigili e decidido passar ali o retiro das chuvas. Entre eles estava o Venerável Dhaniya, filho do oleiro. Depois de três meses, quando o retiro das chuvas acabou, os bhikkhus demoliram seus alojamentos, se desfizeram da palha e madeira e partiram para vagar rumo a outras regiões. Mas o Venerável Dhaniya decidiu ficar e passar o inverno e o verão alí. Foi então que, enquanto o Venerável Dhaniya se encontrava no vilarejo esmolando alimentos, que algumas mulheres que recolhiam palha e madeira acabaram demolindo a seu alojamento e tomando para si a palha e madeira que lá se encontrava. Uma segunda vez, o Venerável Dhaniya coletou palha e gravetos e fez um novo alojamento, e novamente o alojamento foi demolido da mesma forma. O mesmo ocorreu uma terceira vez.

Foi então que ocorreu ao Venerável Dhaniya o seguinte pensamento: “É a terceira vez que isso acontece. Eu sou bem treinado e experiente em minha ocupação de outrora, de oleiro. Por que não amasso eu mesmo barro e construo um alojamento feito de nada além de barro?” E foi isto que o Venerável Dhaniya fez em seguida. Ele coletou palha, madeira e esterco de vaca e fez ele mesmo a seu alojamento. Era um pequeno alojamento lindo, adorável e encantador, vermelho como uma cochonilha do carmim—e tão sólido que soava como um sino quando batido.

Foi então que o Abençoado, quando desceu do Pico do Abutre com um grupo de bhikkhus, viu aquele alojamento. Ele então disse aos bhikkhus: “Bhikkhus, do que se trata este pequeno alojamento lindo, adorável e encantador, vermelho como uma cochonilha do carmim?” E os bhikkhus informaram o Abençoado do ocorrido. O Buda então criticou o Venerável Dhaniya:

“Bhikkhus, o que este homem tolo fez não é adequado, não é conveniente, não é apropriado, não é digno de um contemplativo, não é correto, não deve ser feito. Como ele pôde fazer um alojamento de nada além de barro? Certamente esse homem tolo não tem nenhuma consideração, compaixão e misericórdia para com seres vivos. Bhikkhus, destruam este alojamento. não deixem que as futuras gerações pratiquem a destruição de seres vivos. E, bhikkhus, um alojamento feito de nada além de barro não deve ser construído. Aquele que assim o fizer comete uma ofensa dukkata, de transgressão.”

“Sim, mestre.” os bhikkhus responderam, e em seguida foram até aquele alojamento e o destruíram.

O Venerável Dhaniya então lhes perguntou: “Por que vocês estão demolindo meu alojamento?”

“O Abençoado nos instruiu a fazê-lo.”

“Se o Senhor do Dhamma os instruiu, destruam-no”.

E então ocorreu ao Venerável Dhaniya o seguinte pensamento: “Três vezes, enquanto eu estava no local habitado esmolando alimentos, mulheres que recolhiam grama e lenha demoliram meu alojamento, levando consigo a palha e madeira que lá se encontrava. Agora a meu alojamento feito de nada além de barro foi destruída conforme instrução do Abençoado. O responsável pelos estoques de madeira é amigo meu. Por que não vou até ele e peço por madeira e com esta construo um alojamento?”

E venerável Dhaniya foi até o responsável pelos estoques de madeira e lhe contou o ocorrido, acrescentando: “por favor dê-me madeira, quero fazer um alojamento.”

“Venerável não há madeira que eu possa lhe oferecer. Esta madeira é posse do rei, a ser usada em reparos e manutenção na cidade, estocada para o caso de emergência. Ela só pode ser levada daqui quando oferecida pelo próprio Rei.”

“E o rei a ofereceu.”

O responsável pelos estoques de madeira pensou: “Estes contemplativos Sákya são seguidores do Dhamma, de boa conduta, comprometidos com a vida espiritual, falantes da verdade, virtuosos, de boa conduta. Até o rei tem fé neles. Estes veneráveis não diriam que algo foi oferecido sem que isto seja verdade.” Então ele disse ao venerável Dhaniya: “Você pode levar a madeira, venerável”. Então Venerável Dhaniya fez com que aquela madeira fosse cortada em partes, e as levou dali com uma carreta, construindo em seguida um alojamento de madeira.

Pouco tempo depois o brâmane Vassakāra, o ministro chefe de Magadha, enquanto inspecionava obras em Rājagaha, foi até responsável pelos estoques de madeira e lhe disse: “O que é acontecendo? Cadê a madeira que é posse do rei, a ser usada em reparos e manutenção na cidade, e estocada para o caso de emergência?”

“Senhor, a madeira foi oferecida pelo próprio rei ao Venerável Dhaniya”.

O brâmane Vassakāra ficou chateado e pensou: “Como poderia o Rei ter dado esta madeira para Dhaniya, o filho do oleiro?”

O brâmane Vassakāra então foi até o rei Seniya Bimbisāra de Magadha e lhe disse: “É verdade, senhor, que a madeira que é posse do rei, a ser usada em reparos e manutenção na cidade, estocada para o caso de emergência, foi dada pelo rei a Dhaniya, o filho do oleiro?”

“Quem disse isso?”

“O responsável pelos estoques de madeira, senhor.”

“Bem, então, brâmane, traga até a minha presença o responsável pelos estoques de madeira.” E Vassakāra fez com que o responsável pelos estoques de madeira fosse abordado e levado à força até a presença do rei.

O venerável Dhaniya, vendo o responsável pelos estoques de madeira tendo sido abordado e levado à força, perguntou: “Por que isto está acontecendo?”

“Tem a ver com aquela questão da madeira, venerável”.

“Vá, eu lhe acompanharei.”

“Por favor vá antes, estou em apuros”.

Venerável Dhaniya então foi até a residência do rei Bimbisāra e sentou-se num assento preparado para ele. O Rei Bimbisāra se aproximou do Venerável Dhaniya, o homenageou e sentou-se a um lado. O rei Bimbisāra rei disse então: “É verdade, Venerável, que eu lhe dei a madeira que é posse do rei, a ser usada em reparos e manutenção na cidade, estocada para o caso de emergência?”

“Sim, grande rei.”

“Nós reis estamos sempre muito ocupados—pode ser que eu dei mas não me lembro. Por favor, refresque a minha memória, Venerável.”

“Você se lembra, grande rei, quando você foi ungido rei pela primeira vez, de ter dito estas palavras: ‘Que os contemplativos e brâmanes usufruem de oferendas de grama, gravetos e água’?”

“Sim, me lembro, Venerável. Há contemplativos e brâmanes dotados de senso de vergonha e temor de cometer ofensas, são desejosos de treinamento. Eles têm um senso de consciência mesmo em relação a assuntos pequenos. O que foi dito por mim se destinava a tais veneráveis, e dizia a respeito daquilo que não tem dono, se encontra em locais desabitados. no entanto, Venerável, você achou que, por meio deste truque, poderia tomar para si madeira que não lhe foi oferecida? no entanto, como poderia eu supor bater, prender ou banir um contemplativo ou brâmane vivendo no meu reino? Vá, você está livre por causa de seu status, mas não faça uma coisa dessas de novo.”

E com isto algumas pessoas resmungaram e se queixaram: “Estes contemplativos Sákya são sem vergonha, imorais e mentirosos. Eles afirmam ser seguidores do Dhamma, de boa conduta, comprometidos com a vida espiritual, falantes da verdade, virtuosos, de boa conduta. Mas eles não têm as qualidades de um contemplativo ou brâmane; Eles perderam o rumo. Se eles podem enganar até mesmo o rei; o que será das outras pessoas?”

Os bhikkhus ouviram a crítica dessas pessoas. E tais bhikkhus, que eram daqueles com poucos desejos, dotados de senso de vergonha e temor de cometer transgressões, contentes com a vida espiritual, escrupulosos e desejosos de treinamento, queixaram-se e criticaram o Venerável Dhaniya: “Como pôde ele ter tomado para si madeira pertencente ao rei, não devidamente a oferecida?”

Depois de terem criticado o Venerável Dhaniya em muitos aspectos, eles informaram o Abençoado do ocorrido. O Abençoado então reuniu a Sangha dos bhikkhus e questionou o Venerável Dhaniya: “É verdade, Dhaniya, que você tomou para si madeira pertencente ao rei, não devidamente a oferecida?”

“É verdade, mestre.”

O Buda então o repreendeu: “Homem tolo, não é conveniente, não é apropriado, não é digno de um contemplativo, não é correto, não deve ser feito. Como pôde você tomar para si madeira pertencente ao rei, não devidamente oferecida? Isto não fará surgir fé naqueles ainda sem fé, nem tampouco fará aumentar a fé daqueles que já a têm, mas isso dificultará o surgimento da fé naqueles ainda sem fé, e fará com que aqueles com fé mudem suas mentes.”

Naquela ocasião, um ex-juiz, que havia adotado a vida santa entre os bhikkhus se encontrava sentado próximo do Abençoado. E o Abençoado lhe perguntou: “Qual valor roubado faz o rei Bimbisāra bater, prender ou banir um ladrão?”

“O equivalente a uma moeda pāda, mestre. Basta ter o valor igual ou maior que um pāda.” E naquela época em Rājagaha uma moeda pāda valia cinco moedas māsaka.

O Abençoado, tendo criticado Venerável Dhaniya de muitas maneiras, destacando que aquilo fazia ele ser difícil de ser mantido pela generosidade dos outros . . . “E então, bhikkhus, esta regra de treinamento deve ser assim recitada:”

Regra preliminar

“Se um bhikkhu, com a intenção de roubar, toma para si aquilo não lhe foi oferecido, cujo valor é igual ou superior àquele que faz reis punirem físicamente, prenderem ou banirem o ladrão, dizendo: ‘Você é um bandido, um tolo, está perdido, você é um ladrão’—ele está expulso, passa a não mais fazer parte da Sangha.”

Desta forma o Abençoado estabeleceu para os bhikkhus esta regra de treinamento.

Segundo sub-relato

Certa vez, um número de bhikkhus do Grupo dos Seis foram até onde os tintureiros estendiam seus panos, pegaram os bens destes que lá se encontravam e os levaram consigo até o mosteiro. Lá eles os compartilharam com os demais. Outros bhikkhus disseram: “Vocês tem um grande mérito, veja quanto pano para mantos vocês conseguiram”.

“Como assim temos grande mérito? nós acabamos de ir até onde os tintureiros estendem seus panos e pegamos os bens ali deixados.”

“Não é o caso que uma regra de treinamento fora estabelecida pelo Abençoado? Por que então vocês tomaram as coisas que pertencem aos tintureiros?”

“É verdade que uma regra de treinamento foi estabelecida pelo Abençoado, mas ela se refere a locais habitados, não valendo para aquilo que se encontra em locais desabitados, fora de vilarejos e cidades”.

“Mas isto dá no mesmo. Não é adequado, não é propício, não é apropriado, não é digno de um contemplativo, não é permitido, não é para ser feito. Como puderam vocês pegar as coisas dos tintureiros? O que se passou não fará surgir fé naqueles ainda sem fé, nem tampouco fará aumentar a fé daqueles que já a têm, mas isso dificultará o surgimento da fé naqueles ainda sem fé, e fará com que aqueles com fé mudem suas mentes.”

Depois de terem criticado aqueles bhikkhus em muitos aspectos, eles informaram o Abençoado do ocorrido. O Abençoado então reuniu a Sangha dos bhikkhus e questionou aqueles mesmos bhikkhus: “É verdade, bhikkhus, que vocês foram até onde os tintureiros estendem seus panos, e pegaram para si os bens destes que lá se encontravam?”

“É verdade, mestre.”

O Buda então os repreendeu: “Seus tolos, não é adequado, não é propício, não é apropriado, não é digno de um contemplativo, não é permitido, não é para ser feito. Como puderam vocês pegar as coisas dos tintureiros? O que se passou não fará surgir fé naqueles ainda sem fé, nem tampouco fará aumentar a fé daqueles que já a têm, mas isso dificultará o surgimento da fé naqueles ainda sem fé, e fará com que aqueles com fé mudem suas mentes.” Então o Abençoado, após ter criticado aqueles bhikkhus do Grupo dos Seis de várias maneiras, criticou a qualidade de ser difícil de ser mantido. . . ele elogiou a qualidade de ser fácil de ser mantido. . . inspirando a energia. Tendo dado um ensinamento sobre o que é certo e apropriado, ele abordou os bhikkhus. . . “E então, bhikkhus, esta regra de treinamento deve ser assim recitada:”

Regra final

“Se um bhikkhu, com a intenção de roubar, toma para si aquilo que não foi oferecido e se encontra num local habitado ou em um local desabitado—cujo valor é igual ou superior àquele que faz reis punirem físicamente, prenderem ou banirem o ladrão, dizendo: ‘Você é um bandido, um tolo, está perdido, você é um ladrão’—ele também está expulso, passa a não mais fazer parte da Sangha.”

Definições

Um: refere-se a qualquer indivíduo, de tal tipo, de tal ocupação, de tal status social, de tal nome, de tal família, de tal conduta, de tal comportamento, de tal associação, seja de muita ou pouca idade, ou não pertencendo a nenhum grupo específico. . . . Bhikkhu: . . . neste caso, um bhikkhu é alguém que tenha recebido a ordenação completa na Sangha de bhikkhus através de um procedimento formal, consistindo de três moções e três proclamações, que é irrefutável e completo.

Um local habitado: um local habitado constituído de um alojamento, dois alojamentos, três alojamentos, quatro alojamentos, um local habitado habitado, um local habitado vazio, um local habitado murado, um local habitado não murado, um local habitado desorganizado ou até mesmo uma caravana estacionada por mais de quatro meses é chamado um local habitado”. “Proximidades de um local habitado: no caso de um local habitado murado, é o raio de alcance de uma pedra atirada por um homem de estatura mediana que se encontre na entrada do local habitado; no caso de um local habitado não murado, é o raio de alcance de uma pedra atirada por um homem de estatura mediana que se encontre nos arredores do alojamento.

Local desabitado: tudo o que se encontra além ou fora de um local habitado e suas proximidades, a isto dá-se o nome de local desabitado.

Aquilo que não foi oferecido: trata-se daquilo que não foi dado, que não foi descartado, que não foi abandonado; ou aquilo que é guardado, que é protegido, ou que é considerado por alguém como sendo “meu”; aquilo que pertence a outrem—a isto dá-se o nome de “aquilo que não foi oferecido”.

Com a intenção de roubar: ter o pensamento de roubar, ter o pensamento de tomar para si.

Toma para si: carrega consigo, leva embora, interrompe um estado de movimento, remove de sua base, não cumpre com uma obrigação.

Valor: uma moeda pāda, o valor igual ou maior do que de de uma moeda pāda.

Reis: reis cujo domínio é a terra, reis cujo domínio é uma região, governantes de ilhas, governantes de zonas fronteiriças, juízes, ministros ou qualquer um que tenha o poder de sentenciar uma punição física ou prisão—a isto dá-se o nome de “reis”.

Um ladrão: aquele que, com a intenção de roubar, toma para si qualquer aquilo que não foi oferecido e cujo valor é igual ou maior ao de cinco moedas de māsaka—a isto dá-se o nome de “ladrão”.

Punir físicamente: fazer bater com mãos, pés, chicotes, vara, porrete, ou fazer mutilar.

Prender: amarrar com uma corda, com algemas, com correntes, aprisionar em uma construção, uma cidade, um local habitado, cidade, sob guarda prisional.

Banir: banir de um local habitado, um vilarejo, uma cidade, um país ou um distrito.

Você é um bandido, um tolo, está perdido, você é um ladrão: trata-se de uma exprobação, castigo ou reprimenda

Ele também: isso é dito com referência a ofensa anterior que implica a expulsão.

Está expulso: da mesma forma que uma folha caída, murcha é incapaz de se tornar verde novamente, um bhikkhu que, com a intenção de roubar, toma para si algo que não foi oferecido uma moeda pāda, ou algo de valor igual ou maior ao de uma moeda pāda, não é mais um contemplativo, não um filho do Sákya—a isto dá-se o nome de “ele foi expulso.”

Passa a não mais fazer parte da Sangha: Fazer parte da Sangha: O indivíduo rompe o vínculo com a Sangha de bhikkhus, estando impedido da participação em procedimentos formais da Sangha, em recitações, e em treinamentos específicos. Assim se define a aplicação da expressão ‘Passa a não mais fazer parte da Sangha’.”

Permutações

Parte 1

Resumo

Estando na terra, estando no solo, estando ao ar livre, estando acima do solo, estando na água, estando em um barco, estando em um veículo, sendo levados como um fardo, estando em um parque, estando em uma habitação monástica, estando em uma lavoura, estando em uma porção de terra, estando num local habitado, estando em locais desabitados, nas árvores de uma floresta, em toras de madeiras, na água, naquilo que é carregado, naquilo que é depositado, numa estação aduaneira, uma pessoa, um ser desprovido de patas, um ser com dois pés ou duas patas, um ser com quatro patas, um ser com seis ou mais patas, um espião, um guardião de um bem confiado a ele, um roubo mutuamente acordado, uma ação arranjada, envolvendo um gesto.

Exposição

Estando na terra: bens se encontram sob a terra, enterrados, cobertos. Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Eu tomarei os bens que se encontram na terra”, e ele procura por um comparsa, ou ele procura por uma enxada ou uma cesta, ou ele vai até os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele quebrar um pedaço de madeira ou uma trepadeira que cresça ali, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele cava o solo movendo este para um monte ou removendo este, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele toca o recipiente onde se encontram os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar o recipiente, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move o recipiente de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se, com a intenção de roubar, ele adentra o recipiente com uma vasilha e toca alguma coisa cujo valor seja igual ou maior que o de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se com o recipiente ele altera a posição dos bens, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele faz com que os bens entrem sua vasilha ou os tome com o seu próprio punho, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se, com a intenção de roubar, ele toca bens mantidos juntos por um barbante, uma pulseira, um colar, um cinto ornamental, um manto ou um turbante, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele altera a posição dos bens, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se pegando pelas pontas ele puxa tais bens, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se, enquanto ele puxa tais bens ele os levanta, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele levanta os bens acima da borda do recipiente, mesmo ultrapassando esta pelo equivalente a largura de um fio de cabelo, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se, com a intenção de roubar, ele bebe ghee, óleo, mel ou melaço, de uma única vez, e num montante que tenha valor igual ou maior ao de de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele destrói tais bens, joga fora tais bens, queima tais bens ou os torna descartáveis, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Estando no solo: bens são enterrados diretamente no solo. Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Eu tomarei os bens que se encontram no solo”, e ele procura por um comparsa, ou vai só até os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele toca os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar os bens, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Estando ao ar livre: bens se encontram expostos, amarrados ao ar livre: um pavão, um perdiz ou uma codorna; um roupão, um turbante ou ouro: desatados, eles caem. Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Eu tomarei estes bens que se encontram expostos, amarrados ao ar livre”, e ele procura por um comparsa, ou vai só até os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele interrompe o trajeto de tais bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele toca os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar os bens, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Estando acima do chão: bens se encontram acima do chão. Sobre uma cama, um banco, uma prateleira, um varal, um cabide, um mancebo de marfim, os galhos de uma árvore, ou mesmo apenas pendurado em um escorredor de pratos e tigelas. Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Eu tomarei estes bens que se encontram acima do chão”, e ele procura por um comparsa, ou vai só até os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele toca os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar os bens, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Estando na água: bens se encontram na água. Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Eu tomarei estes bens que se encontram na água”, e ele procura por um comparsa, ou vai só até os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele mergulha na água ou emerge desta, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele toca os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar os bens, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se, com a intenção de roubar, ele toca uma lótus azul, vermelha ou branca crescendo alí, ou o broto de uma flor de lótus, ou um peixe ou uma tartaruga, cujo valor seja igual ou maior que o de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar os bens, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Um barco: veículo por meio do qual se atravessa um corpo d'água. Estando em um barco: bens se encontram em um barco. Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Eu tomarei estes bens que se encontram num barco” e ele procura por um comparsa, ou vai só até os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele toca os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar os bens, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Eu roubarei o barco” e ele procura por um comparsa, vai até o barco, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele toca o barco, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar o barco, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele solta as amarras, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, após soltar as amarras ele balança o barco, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move o barco de seu lugar, para cima ou abaixo, mesmo que o equivalente a largura de um fio de cabelo, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Um veículo: uma carroça, uma carruagem, um tombador, um vagão. Estando em um veículo: bens se encontram em um veículo. Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Eu tomarei estes bens que se encontram num veículo” e ele procura por um comparsa, ou vai só até os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele toca os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar os bens, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Vou roubar o veículo”, e ele procura por um comparsa, ou vai só até o veículo, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele toca o veículo, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar o veículo, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move o veículo de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Um fardo: um fardo carregado na cabeça, um fardo carregado nas costas, um fardo carregado no quadril, um fardo carregado com uma mão. Se, com a intenção de roubar, ele toca o fardo carregado na cabeça, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele o balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele o traz até as suas costas, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se, com a intenção de roubar, ele toca o fardo carregado nas costas, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele o balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele o traz para a altura do quadril, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se, com a intenção de roubar, ele toca o fardo carregado no quadril, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele o balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele o toma com uma mão, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se, com a intenção de roubar o fardo carregado com uma mão, ele o traz ao chão, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se, com a intenção de roubar, ele o pega do chão, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Um parque: um jardim com flores, um pomar. Estando em um parque: bens se encontram em um parque, de quatro formas possíveis: enterrado, sobre o solo, no ar, acima do solo. Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Vou roubar este bem no parque”, e ele procura por um comparsa, ou vai só até os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os toca, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se, com a intenção de roubar, ele toca uma raiz que ali se encontra, ou um pedaço de casca, uma folha, uma flor ou uma fruta, tendo um valor maior ou igual ao de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele os move de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se ele alega posse do parque, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele evoca a dúvida no dono quanto à sua posse, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se o dono pensa: “Eu não terei isto de volta”, e ele desiste de recuperá-lo, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele recorre à lei e derrota o dono, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele recorre à lei, mas é derrotado, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.

Estando numa habitação monástica: bens se encontram em uma habitação monástica de quatro formas possíveis: enterrado, sobre o solo, no ar, acima do solo. Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Vou roubar tais bens nesta habitação monástica”, e ele procura por um comparsa, ou vai só até os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os toca, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se ele alega posse da habitação monástica, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele evoca a dúvida no dono quanto à sua posse, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se o dono pensa: “Eu não terei isto de volta”, e ele e ele desiste de recuperá-la, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele recorre à lei e derrota o dono, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele recorre à lei, mas é derrotado, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.

Lavoura: onde grãos, verduras ou legumes crescem. Estando numa lavoura: bens se encontram em um lavoura de quatro formas possíveis: enterrado, sobre o solo, no ar, acima do solo. Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Vou roubar estes bens que se encontram na lavoura”, e ele procura por um comparsa, ou vai só até os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os toca, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se, com a intenção de roubar, ele toca os grãos, verduras ou legumes que lá crescem, tendo um valor maior ou igual ao de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se ele alega posse da lavoura, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele evoca a dúvida no dono quanto à sua posse, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se o dono pensa: “Eu não terei isto de volta”, e ele desiste de recuperá-la, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele recorre à lei e derrota o dono, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele recorre à lei, mas é derrotado, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.

Se ele se mexer um poste, uma corda, uma cerca ou uma divisa, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele sustentar a ação de mexer, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Quando concluído o reposicionamento, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Uma porção de terra: a porção de terra de um parque ou um mosteiro, a porção de terra de uma habitação monástica. Estando em uma porção de terra: bens se encontram dentro dos limites de uma porção de terra de quatro formas possíveis: enterrado, sobre o solo, no ar, acima do solo. Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Vou roubar os bens que se encontram nesta porção de terra”, e ele procura por um comparsa, ou vai só até os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os toca, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se ele alega posse daquela porção de terra, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele evoca a dúvida no dono quanto à sua posse, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se o dono pensa: “Eu não terei isto de volta”, e ele desiste de recuperá-la, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele recorre à lei e derrota o dono, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele recorre à lei, mas é derrotado, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.

Se ele se mexer um poste, um cabo, uma cerca ou um limite, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele sustentar a ação de mexer, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Quando concluído o reposicionamento, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Estando em uma vila: bens se encontram em um local habitado de quatro formas possíveis: enterrado, sobre o solo, no ar, acima do solo. Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Vou roubar os bens no local habitado”, e ele procura por um comparsa, ou vai só até os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os toca, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Locais desabitados: qualquer área desabitada que é posse ou domínio de alguém. Estando em locais desabitados: bens se encontram em locais desabitados de quatro formas possíveis: enterrado, sobre o solo, no ar, acima do solo. Se, com a intenção de roubar, ele pensa: “Vou roubar os bens que ese encontra, neste local desabitado”, e ele procura por um comparsa, ou vai só até os bens, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os toca, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se, com a intenção de roubar, ele toca um pedaço de madeira ali presente, ou uma trepadeira ou tufo de grama, tendo um valor maior ou igual ao de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Água: água que se encontre em um recipiente, em um lago ou em um reservatório. Se, com a intenção de roubar, ele toca a água, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se, com a intenção de roubar, ele coloca seu recipiente dentro de onde se encontra a água, e ele toca a água que tem valor igual ou maior ao de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele a coloca em sua própria tigela, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se ele quebra a barragem, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, depois de quebrar a barragem, ele permite que escape a água que tem valor igual ou maior ao de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele permite que escape a água que tem um valor maior ao de uma moeda māsaka, porém menor que o de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele permite que a água escape tem um valor de um māsaka ou menos do que um māsaka, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Palito de dente: cortado ou não. Se, com a intenção de roubar, ele toca o que tem valor igual ou maior ao de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz balançar, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Árvore na floresta: qualquer árvore que seja posse ou esteja no domínio de alguém. Se, com a intenção de roubar, ele a derrubar, para cada golpe ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Enquanto ele golpeia a árvore antes de que ela seja derrubada, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Quando o último golpe é concluído, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Bens sendo transportados: bens de alguém que se encontram sendo carregados. Se, com a intenção de roubar, ele os toca, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se ele pensa: “Junto com o portador eu tomarei para mim os bens”, e ele faz o portador mover um pé, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele o faz mover o segundo pé, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se ele pensa: “Vou aproveitar os bens caídos”, e ele lhes faz cair, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, com a intenção de roubar, ele toca os bens caídos cujo valor é igual ou maior ao de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Bens guardados: bens cuja guarda foi confiada ao indivíduo. Se ele é instruído: “Dê-me meus bens”, e em resposta diz: “Eu não os tenho”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele evoca dúvida na mente do dono quanto à recuperação dos bens, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se o dono pensar: “Ele não os retornará”, e ele e ele desiste de recuperá-los, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se ele recorre à lei e derrota o dono, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele recorre à lei, mas é derrotado, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.

Estação aduaneira: é estabelecida por um rei em uma estrada em meio à montanhas, num vau de um rio, ou na entrada de um local habitado, para que os impostos possam ser recolhidos daqueles que ali passam. Se, com a intenção de roubar e tendo entrado a estação aduaneira, ele toca a bens que representam arrecadação de impostos no valor igual ou maior ao de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele dá um passo além da estação aduaneira, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele vai além da estação aduaneira, com o segundo pé, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se, estando em pé dentro da estação aduaneira, ele faz o bem cair fora da estação aduaneira, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se ele evita a estação aduaneira, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Pessoa: um ser humano. Se, com a intenção de roubar, se ele tocar a pessoa, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele faz a pessoa tremer, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele se move a pessoa de sua base, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se ele pensa: “Eu vou tomar para mim esta pessoa a pé”, e ele a faz mover um pé, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele a faz mover o outro pé, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Ser sem patas: cobras e peixes—seres aquáticos e rastejantes em geral. Se, com a intenção de roubar, ele toca um ser sem pata de valor igual ou maior ao de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Ser com duas patas: seres humanos e pássaros. Se, com a intenção de roubar, ele toca tal ser, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele o faz balançar, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele o move de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se ele pensa: “Eu vou levar este ser a pé”, e ele o faz mover um pé ou pata, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele o faz mover outro pé ou pata, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Ser com quatro patas: elefantes, cavalos, camelos, gado, asnos—animais quadrúpedes e domesticados em geral. Se, com a intenção de roubar, ele toca tal ser, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele o faz balançar, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se ele pensa: “Eu levarei tal ser a pé”, e ele o faz mover a primeira pata, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele o faz mover a segunda pata, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se o faz mover a terceira pata, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele o faz mover a quarta pata, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Ser com seis ou mais patas: escorpiões, centopéias, lagartas—insetos e afins em geral. Se, com a intenção de roubar, ele toca um ser com seis ou mais patas de valor igual ou maior ao de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele o faz balançar, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele o move de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se ele pensa: “Eu levarei tal ser a pé”, e ele o faz se mover, para cada pata que se move ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Quando a última pata se move, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Um espião: alguém que espia bens, malsim. Se ele descreve os bens e diz a um outro: “Vá e roube tais e tais bens”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele toma para si os bens, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão de ambos os envolvidos.

um guardião de um bem confiado a ele: alguém que guarda bens que trazidos a ele. Se, com a intenção de roubar, ele toca algo que tem valor igual ou maior ao de cinco moedas māsaka, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele os balança, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ele move os bens de seu lugar, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Um roubo mutuamente acordado: vários concordam. Mesmo que apenas um indivíduo execute o roubo dos bens, todos eles cometem uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Uma ato planejado: o ato é planejado para antes ou depois da refeição, durante noite ou o dia. Se ele diz a um outro: “Vá e tome bens de acordo com este plano”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele toma os bens de acordo com o plano, tanto ele como os outros cometem uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele toma os bens antes ou depois da hora planejada, não há ofensa para o instigador, mas para aquele que rouba há uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Envolvendo um gesto: uma das partes faz um gesto ou sinal. Se ele diz: “Quando eu piscar/levantar minha sobrancelhas/acenar, vá e roube os bens”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, na sequência do gesto os bens são roubados pelo outro, ambos cometem uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele toma os bens antes ou depois da hora planejada, não há ofensa para o instigador, mas para aquele que rouba há uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Permutações, parte 2

Se um bhikkhu diz a outro bhikkhu: “Vá e roube tais e tais bens”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o outro rouba os bens, pensando que aqueles são os bens que ele pediu que fossem roubados, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão de ambos.

Se um bhikkhu diz a outro bhikkhu: “Vá e roube tais e tais bens”, mas o outro vai e rouba outro bens, achando que aqueles fossem os bens solicitados, não há ofensa para o instigador, mas há uma ofensa parajika, que implica a expulsão para o ladrão.

Se um bhikkhu diz a outro bhikkhu: “Vá e roube tais e tais bens” e o outro rouba tais bens, achando que aqueles não fossem os bens solicitados, ambos cometem há uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se um bhikkhu diz a outro bhikkhu: “Vá e roube tais e tais bens”, mas ele rouba um outro bem, confundindo as coisas, não há ofensa para o instigador, mas há uma ofensa parajika, que implica a expulsão para o ladrão.

Se um bhikkhu diz a outro bhikkhu: “Vá e diga para fulano mandar beltrano ir roubar tais e tais bens” ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Havendo a transmissão, há uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o potencial ladrão concorda, o instigador comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se há o roubo dos bens como comandado, todos os envolvidos cometem uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se um bhikkhu diz a outro bhikkhu: “Vá e diga para fulano mandar beltrano ir roubar tais e tais bens” ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o outro bhikkhu vai e passa o comando para uma terceira pessoa, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o potencial ladrão concorda, há uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele rouba os bens, não há ofensa para o instigador, mas tanto aquele que deu o comando como o ladrão cometem uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se um bhikkhu diz a outro bhikkhu, “Vá e roube tais e tais bens”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o segundo bhikkhu vai lá, mas retorna dizendo: “Eu não estou pronto para roubar os bens”, e se ele diz-lhe outra vez: “Quando você estiver pronto, vá e roube tais e tais bens”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o segundo bhikkhu rouba os bens, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão de ambos.

Se um bhikkhu diz a outro bhikkhu: “Vá e roube tais e tais bens”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, depois de lhe dizer, ele se arrepende, mas não diz a ele: “Não roube” e o segundo bhikkhu então rouba os bens, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão de ambos.

Se um bhikkhu diz a outro bhikkhu: “Vá e roube tais e tais bens”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, depois de lhe dizer, ele se arrepende e diz: “Não roube”, mas o segundo bhikkhu diz: “Eu fui mandado por você a fazê-lo”, e ele então rouba os bens, não há ofensa para o instigador, mas há uma ofensa parajika, que implica a expulsão, para o ladrão.

Se um bhikkhu diz a outro bhikkhu: “Vá e roube tais e tais bens”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, depois de lhe dizer, ele se arrepende e diz-lhe: “Não roube” e o segundo bhikkhu diz, “Muito bem” e desiste, não há ofensa para nenhum dos dois.

Permutações, parte 3

Para aquele que rouba há uma ofensa parajika, que implica a expulsão, quando cinco fatores forem satisfeitos: o que é tomado é a posse de outrem; o que é tomado é entendido como sendo a posse de outrem; o que é tomado é um bem de valor igual ou maior ao de cinco moedas māsaka; há a intenção de roubar; se o bem é tocado, há uma ofensa dukkata, de transgressão./ Se o bem é balançado, há uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave./ Se o bem é movido de sua base, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão

Para aquele que rouba há uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave, quando cinco fatores forem satisfeitos: o que é tomado é a posse de outrem; o que é tomado é entendido como sendo a posse de outrem; o que é tomado é um bem de pouco valor, entre uma e cinco moedas māsaka; há a intenção de roubar; se o bem é tocado, há uma ofensa dukkata, de transgressão./ Se o bem é balançado, há uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave./ Se o bem é movido de sua base, há uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.

Para aquele que rouba há uma ofensa dukkata, de transgressão, quando cinco fatores forem satisfeitos: o que é tomado é a posse de outrem; o que é tomado é entendido como sendo a posse de outrem; o que é tomado é um bem de pouco valor, menos que uma moeda māsaka; há a intenção de roubar; se o bem é tocado, há uma ofensa dukkata, de transgressão./ Se o bem é balançado, há uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave./ Se o bem é movido de sua base, há uma ofensa dukkata, de transgressão.

Para aquele que rouba há uma ofensa parajika, que implica a expulsão quando seis fatores forem satisfeitos: o que é tomado não é entendido com sendo sua posse; o que é tomado não lhe foi confiado; o que é tomado não foi pedido emprestado; o que é tomado é um bem de valor igual ou maior ao de cinco moedas māsaka; há a intenção de roubar; se o bem é tocado, há uma ofensa dukkata, de transgressão./ se o bem é balançado há uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave./ se o bem é movido de sua base, ele comete um ofensa parajika, que implica a expulsão.

Para aquele que rouba há uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave, quando seis fatores forem satisfeitos: o que é tomado não é entendido com sendo sua posse; o que é tomado não lhe foi confiado; o que é tomado não foi pedido emprestado; o que é tomado é um bem de pouco valor, entre uma e cinco moedas māsaka; há a intenção de roubar; se o bem é tocado, há uma ofensa dukkata, de transgressão./ se o bem é balançado há uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave./ se o bem é movido de sua base, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.

Para aquele que rouba há uma ofensa dukkata, de transgressão, quando seis fatores forem satisfeitos: o que é tomado não é entendido com sendo sua posse; o que é tomado não lhe foi confiado; o que é tomado não foi pedido emprestado; o que é tomado é um bem de pouco valor, menos que uma moeda māsaka; há a intenção de roubar; se o bem é tocado, há uma ofensa dukkata, de transgressão./ se o bem é balançado há uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave./ se o bem é movido de sua base, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Para aquele que rouba há uma ofensa dukkata, de transgressão, quando cinco fatores estiverem preenchidos: o bem é posse de outrem; o bem é entendido como sendo posse de outrem; o bem tem o valor de pelo menos cinco moedas māsaka; há a intenção de roubar; se o bem é tocado, há uma ofensa dukkata, de transgressão./ se o bem é balançado, há uma ofensa dukkata, de transgressão / se o bem é movido de sua base, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Para aquele que rouba há uma ofensa dukkata, de transgressão, quando cinco fatores estiverem preenchidos: o bem é posse de outrem; o bem é entendido como sendo posse de outrem; o bem tem o valor entre uma e cinco moedas māsaka; há a intenção de roubar; se o bem é tocado, há uma ofensa dukkata, de transgressão./ se o bem é balançado, há uma ofensa dukkata, de transgressão / se o bem é movido de sua base, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Para aquele que rouba há uma ofensa dukkata, de transgressão, quando cinco fatores estiverem preenchidos: o bem é posse de outrem; o bem é entendido como sendo posse de outrem; o bem tem o valor menor que o de uma moeda māsaka; há a intenção de roubar; se o bem é tocado, há uma ofensa dukkata, de transgressão./ se o bem é balançado, há uma ofensa dukkata, de transgressão / se o bem é movido de sua base, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Quando não há ofensa

Não há ofensa quando: o bem é entendido com sendo seu; o bem é tomado tendo sido confiado a quem toma; o bem é tomado tendo sido emprestado; o bem é posse de um fantasma; o bem é posse de um animal; o bem é entendido com tendo sido descartado; o autor se encontra louco, desequilibrado, tomado pela dor; ele é o primeiro a cometer a ofensa.

Aqui termina a seção sobre o roubo.

Casos e suas respectivas decisões

Lista para memorização

Cinco se relacionam com tintureiros,
Quatro com cobertores;
Cinco com a escuridão,
Cinco com um transportador.

Cinco são ditos com a fala,
Outros dois se referem ao vento;
Recente, cupom,
Com a sauna são dez.

Cinco se relacionam com a morte de animais,
Cinco mentiras;
Durante tempos de fome: arroz, carne,
Bolos, doces e confeitos.

Seis relacionados com os requisitos, bolsa,
almofada, bambu, sair de onde se está;
Levando comida que lhe foi confiada,
Outros dois com o entendimento de posse.

Sete envolvem a alegação “Não tomamos”
Outros sete em que foram tomados;
Sete casos em que se tomou algo da Sangha,
Outros dois relacionados com flores.
Três relacionados com a transmissão de mensagens,

Três relacionados com o transporte de jóias;
Porcos, veados, peixes,
E um relacionado com veículo posto em movimento.

Dois sobre um pedaço de carne, dois sobre varas de madeira,
Itens descartados, dois na água;
Pouco a pouco, envolvendo um acordo,
Um outro visava não ultrapassar um valor.

Quatro punhados em Sāvatthī,
Dois sobre pedaços de carne, dois sobre grama;
Sete em que se dividiram os pertences da Sangha,
E sete sobre oferendas de não-donos.

Madeira, água, barro, dois sobre grama,
Sete sobre coisas pertencentes à Sangha;
Um sobre não se tomar aquilo que tem dono,
Um sobre tomar emprestado aquilo que tem dono.

Em Campā, em Rājagaha,
Ajjuka em Vesālī;
Benares, Kosambī,
Sāgalā com Dalhika.

Detalhe dos casos

Certa vez, bhikkhus do Grupo dos Seis foram até onde os tintureiros estendiam seus panos e tomaram para si bens dos tintureiros. Eles tornaram-se ansiosos, e pensaram: “O Abençoado estabeleceu uma regra de treinamento. Será que nós cometemos uma ofensa parajika, que implica a expulsão?” eles informaram o Abençoado do ocorrido. “Bhikkhus, vocês cometeram uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu foi até onde os tintureiros estendiam seus panos, viu uma valiosa peça de vestuário e nele surgiu o pensamento de roubá-la. Ele tornou-se ansioso, e pensou: “O Abençoado estabeleceu uma regra de treinamento. Será que eu cometi uma ofensa parajika, que implica a expulsão?” Ele informou o Abençoado. “O mero surgimento de um pensamento não implica em ofensa.”

Certa vez, um bhikkhu foi até onde os tintureiros estendiam seus panos, viu uma valiosa peça de vestuário, nele surgiu o pensamento de roubá-la, e então ele a tocou. Ele tornou-se ansioso. . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, um bhikkhu foi até onde os tintureiros estendiam seus panos, viu uma valiosa peça de vestuário, nele surgiu o pensamento de roubá-la, e então ele a balançou. Ele tornou-se ansioso. . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu foi até onde os tintureiros estendiam seus panos, viu uma valiosa peça de vestuário, nele surgiu o pensamento de roubá-la, e então ele a moveu de sua base. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu que se encontrava recolhendo de esmolas viu um cobertor valioso e nele surgiu o pensamento de roubá-la. . . . “O mero surgimento de um pensamento não implica em ofensa. . .”. . . nele surgiu o pensamento de roubá-la, e então ele o tocou. . . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas ofensa dukkata, de transgressão. . .”. . . nele surgiu o pensamento de roubá-la, e então ele o balançou. . . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. . .”. . . nele surgiu o pensamento de roubá-la, e então ele a moveu de sua base. . . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu, vendo alguns bens durante o dia, tomou nota deles, pensando, “Eu vou roubá-los durante a noite”, e ele os roubou, pensando que eram os que ele tinha visto. . . . mas ele roubou outros bens, pensando que eram aqueles ele tinha visto. . . . e ele os roubou, pensando que eram outros bens. . . . mas ele roubou outro bem, pensando que era outro bem. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu, vendo alguns bens durante o dia, tomou nota deles, pensando, “Eu vou roubá-los durante a noite”, mas acabou roubando seus próprios bens, pensando que eram outra coisa. Ele tornou-se ansioso. . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, um bhikkhu que transportava bens de outrem na cabeça tocou o fardo com a intenção de roubá-lo. . . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas uma ofensa dukkata, de transgressão. . .”. . . com a intenção de roubá-lo, ele balançou. . . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. . .”. . . com a intenção de roubá-lo, ele trouxe para abaixo de seu ombro. . . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”. . . com a intenção de roubá-lo, ele trouxe o fardo para a altura de seu ombro. . . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas uma ofensa dukkata, de transgressão. . .”. . . com a intenção de roubá-lo, ele o balançou. . . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. . .”. . . com a intenção de roubá-lo, ele trouxe o fardo para a altura do quadril. . . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”. . . com a intenção de roubá-lo, ele tocou o fardo com o quadril. . . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas uma ofensa dukkata, de transgressão. . .”. . . com a intenção de roubá-lo, ele balançou. . . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. . .”. . . com a intenção de roubá-lo, ele pegou o fardo com a mão. . . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”. . . com a intenção de roubar o fardo que se encontrava em sua mão, ele o enterrou no solo. . . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”. . . com a intenção de roubá-lo, ele o pegou do chão. . . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu estendeu seu manto ao ar livre e entrou seu alojamento. Um segundo bhikkhu, pensando, “Que isto não seja perdido”, o pegou e guardou. O primeiro bhikkhu saiu da sua habitação e perguntou aos bhikkhus: “Quem pegou meu manto?” O segundo bhikkhu disse: “Eu o peguei.” O primeiro bhikkhu agarrou-o e disse: “Você não é mais um contemplativo”. O segundo bhikkhu tornou-se ansioso. Ele informou o Abençoado. o Abençoado disse: “Qual foi sua intenção?”

“Mestre, foi apenas modo de falar.”

“Não há ofensa quando apenas trata-se de modo de falar.”

Certa vez, um bhikkhu, estendeu seu manto sobre um banco. . . estendeu seu pano de assento sobre um banco. . . deixou sua tigela sobre um banco, e entrou seu alojamento. Um segundo bhikkhu, pensando, “Que isto não seja perdido”, a pegou e guardou. O primeiro bhikkhu saiu e pediu os bhikkhus: “Quem pegou minha tigela?” O segundo bhikkhu disse: “Eu a peguei.” O primeiro bhikkhu agarrou-o . . . “Não há ofensa quando apenas trata-se de modo de falar.”

Certa vez, uma bhikkhuni estendeu seu manto numa cerca e entrou seu alojamento. Uma segunda bhikkhuni, pensando, “Que isto não seja perdido”, o pegou e guardou. A primeira bhikkhuni saiu e perguntou para as bhikkhunis: “Veneráveis, quem pegou meu manto?” A segunda bhikkhuni disse: “Eu o peguei.” A primeira bhikkhuni a agarrou e disse: “Você não tem mais o status de contemplativo”. A segunda bhikkhuni tornou-se ansiosa. Ela informou o Abençoado. . . . “Não há ofensa quando apenas trata-se de modo de falar.”

Certa vez, um bhikkhu viu um manto soprado pelo vento, e ele o pegou, pensando, “Vou devolver isso para quem quer que sejam os donos.” Mas os donos o acusaram, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”. Ele tornou-se ansioso. . . “Qual foi sua intenção, bhikkhu?”

“Eu não tive a intenção de roubá-lo, mestre.”

“Não há ofensa quando não há a intenção de roubar.”

Certa vez, um bhikkhu viu um manto soprado pelo vento, e ele o pegou com a intenção de roubá-lo antes que os donos tomassem ciência. Os donos o acusaram, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu foi para um cemitério e pegou os trapos que envolviam um cadáver recente. O peta ainda habitava aquele cadáver, e disse para o bhikkhu: “Venerável, não leve estes trapos.” O bhikkhu não tomou ciência e partiu. O cadáver então se levantou e correu atrás daquele bhikkhu. O bhikkhu entrou seu alojamento, fechou a porta, e o cadáver foi ao chão naquele ponto. Ele tornou-se ansioso. . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão. Mas um bhikkhu não deve tomar trapos de um cadáver recente. Se ele o faz, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, quando panos para confecção de mantos pertencentes à Sangha estava sendo distribuídos, um bhikkhu, com a intenção de roubar, ignorou o seu cupom (marcando lugar específico na fila) e tomou para si panos para confecção de mantos. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, quando o Venerável Ānanda estava em uma sauna, ele pensou que o manto interno de outro bhikkhu era o seu e o vestiu. O outro bhikkhu disse: “Venerável Ānanda, por que você vestiu meu manto interno?”

“Eu pensei que era o meu”.

Eles informaram o Abençoado do ocorrido. Ele disse: “Não há ofensa quando se entende algo como sendo seu.”

Certa vez, alguns bhikkhus vinham do Pico do Abutre e viram os restos de uma presa de um leão, cozinharam aquilo e comeram. Eles se tornaram ansiosos. . . “Não há ofensa quando se trata dos restos de uma presa de um leão.”

Certa vez, alguns bhikkhus vinham do Pico do Abutre e viram os restos de uma presa de um tigre. . . viram os restos de uma presa de uma pantera. . . viram os restos de uma presa de uma hiena. . . viram os restos de uma presa de um lobo, cozinharam aquilo e comeram. . .. “Não há ofensa quando se trata da posse de um animal.”

Certa vez, quando arroz pertencente à Sangha era distribuído, um bhikkhu disse sem ter uma boa razão: “Dê-me uma outra porção para outra pessoa”, e ele levou aquilo consigo. Ele tornou-se ansioso. . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas há uma ofensa pacittiya, que implica a confissão por deliberadamente mentir.”

Certa vez, quando comida pertencente à Sangha era distribuída, um bhikkhu disse . . . quando bolo pertencente à Sangha era distribuída, um bhikkhu disse . . . quando cana-de-açúcar pertencente à Sangha era distribuída, um bhikkhu disse . . . quando caquis pertencente à Sangha era distribuída, um bhikkhu disse sem ter uma boa razão: “Dê-me uma outra porção para outra pessoa”, e ele levou aquilo consigo. Ele tornou-se ansioso. . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas há uma ofensa pacittiya, que implica a confissão por deliberadamente mentir.”

Certa vez, um bhikkhu, com a intenção de roubar, entrou onde se cozinhava arroz durante uma época de fome e escassez e tomou para si uma tigela de arroz. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu, com a intenção de roubar, entrou um matadouro durante uma época de fome e escassez e tomou para si uma tigela de arroz. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu, com a intenção de roubar, entrou onde se assavam bolos durante uma época de fome e escassez e tomou para si uma tigela cheia de bolos. . . tomou para si uma tigela cheia de doces. . . pegou uma tigela cheia de confeitos. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu, vendo um requisito durante o dia, tomou nota, pensando, “Vou roubar isto à noite.” Mais tarde, ele tomou para si aquilo, pensando que era aquilo que ele tinha visto outrora. . . ele tomou para si outra coisa, pensando que era aquilo que ele tinha visto outrora. . . ele tomou para si aquilo, pensando que era algo diferente daquilo que ele tinha visto outrora. . . ele tomou para si outra coisa, pensando que era algo diferente daquilo que ele tinha visto outrora. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu, vendo um requisito durante o dia, tomou nota, pensando, “Vou roubar isto à noite.” Mas acabou tomando para si seu próprio requisito, pensando que fosse aquilo que tinha visto outrora. Ele tornou-se ansioso. . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas há uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, um bhikkhu, vendo um saco sobre um banco pensou, “Se eu levar isto deste banco eu serei expulso”, e então ele tomou aquilo movendo o banco. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu, com a intenção de roubar, tomou para si uma almofada pertencente à Sangha. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu, com a intenção de roubar, roubou um varal para mantos feito de bambu. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu roubou um manto que se encontrava dentro dos alojamentos, pensando, “Se eu sair deste alojamento serei expulso” e ele não saiu daquele alojamento. O Abençoado foi informado do ocorrido. Ele disse: “Se este homem tolo sair ou não, ele cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, dois bhikkhus eram amigos. Um deles foi para um vilarejo recolher esmolas. O segundo bhikkhu, quando alimentos pertencentes à Sangha foram distribuídos tomou uma porção para seu amigo. Tomando aquele alimento de boa fé, ele a comeu. Sabendo disso, o primeiro bhikkhu acusou-o, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”. Ele tornou-se ansioso. . .

“Qual foi a sua intenção, bhikkhu?”

“Tomei aquilo de boa fé, mestre.”

“Não há ofensa para quem toma de boa fé.”

Certa vez, um número de bhikkhus estavam fazendo mantos. Quando alimentos pertencentes à Sangha foram distribuídos, eles recolheram suas porções e as colocou de lado. Um certo bhikkhu, pensando que aquilo lhe pertencia, comeu a porção de outro bhikkhu. Quando o outro bhikkhu descobriu, ele acusou-o, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”. Ele tornou-se ansioso. . .

“Qual foi a sua intenção, bhikkhu?”

“Pensei que aquilo me pertencia, mestre”.

“Não há ofensa quando se entende algo como sendo seu.”

Certa vez, um número de bhikkhus estavam fazendo mantos. Quando alimentos pertencentes à Sangha foram distribuídos, eles trouxeram a porção de certo bhikkhu dentro da tigela de um outro bhikkhu e puseram aquilo de lado. O bhikkhu que era o dono da tigela comeu aquela porção, pensando que lhe pertencia. Sabendo disso, o dono da porção o acusou. . . “Não há ofensa quando se entende algo como sendo seu.”

Certa vez, ladrões de manga haviam colhido algumas mangas, eles a colocaram num embrulho e se afastaram. Os donos do mangueiral os procuraram. Os ladrões, vendo os donos, largaram o embrulho e fugiram. Alguns bhikkhus, entendendo as mangas como descartadas, fizeram com que estas fossem formalmente oferecidas e as comeram. Mas os donos os acusaram, dizendo: “Vocês não são mais contemplativos”. Eles ficaram ansiosos e informaram o Abençoado.

“Qual foi sua intenção?”

“Mestre, entendemos aquilo como sendo descartado.”

“Não há ofensa quando se entende algo como sendo descartado.”

Certa vez, ladrões de jambo-rosa. . . ladrões de fruta-pão. . . ladrões de jacas. . . ladrões de cocos. . . ladrões de cana-de-açúcar. . . ladrões de caquis haviam colhido . . . “Não há ofensa quando se entende algo como sendo descartado.”

Certa vez, os ladrões de manga haviam colhido algumas mangas. . . fugiram. Alguns bhikkhus, com a intenção de roubar aquelas mangas antes que os donos vissem, comeram-nas. Os donos acusaram aqueles bhikkhus, dizendo, “Você não são mais contemplativos”. Eles se tornaram ansiosos. . . “Vocês cometeram uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, os ladrões de jambo-rosa . . . de caquis haviam colhido algumas mangas. . . fugiram. Alguns bhikkhus, com a intenção de roubar aqueles frutos antes que os donos os vissem, comeram-nos. Os donos acusaram aqueles bhikkhus, dizendo, “Você não são mais contemplativos”. Eles se tornaram ansiosos. . . “Vocês cometeram uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu, com a intenção de roubar, tomou para si uma manga, pertencente à Sangha. . . uma jambo-rosa. . . uma fruta-pão. . . uma jaca. . . um coco. . . cana-de-açúcar. . . um caqui, pertencente à Sangha. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu foi até um jardim de flores e, com a intenção de roubar, ele tomou para si uma flor recém cortada cujo valor era de cinco moedas māsaka. Ele tornou-se ansioso. . . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu foi até um jardim de flores e, com a intenção de roubar, ele arrancou e tomou para si uma flor cujo valor era de cinco moedas māsaka. Ele tornou-se ansioso. . . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu que seguia em direção a um vilarejo disse a outro bhikkhu: “Posso transmitir uma mensagem para a família que lhe apoia.” Ele foi até aquele vilarejo e trouxe de volta um manto que ele passou a usar para si. O outro bhikkhu, sabendo disso, o acusou, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”. Ele tornou-se ansioso. . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão. Mas você não deve dizer: ‘Posso transmitir mensagem’. Se o fizer, há uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, um bhikkhu seguia em direção a um vilarejo e outro lhe disse: “Por favor transmita uma mensagem para a família que me apóia.” Ele foi lá e trouxe de volta um par de vestes. Ele foi até aquele vilarejo e trouxe de volta um par de mantos. Ele passou a usar um dos mantos e o outro ele deu para um terceiro bhikkhu. O segundo bhikkhu, sabendo daquilo, o acusou, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”. Ele tornou-se ansioso. . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão. Mas você não deve dizer: ‘Por favor transmita uma mensagem.’ Se o fizer, há uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, um bhikkhu que seguia em direção a um vilarejo disse a outro bhikkhu: “Posso transmitir uma mensagem para a família que lhe apoia.” Ele foi até aquele vilarejo e trouxe de volta uma medida āḷhaka de ghee, uma medida tulā de açúcar, uma medida doṇa de arroz, que ele comeu sozinho. O outro bhikkhu, sabendo disso, o acusou, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”. Ele tornou-se ansioso. . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão. Mas você não deve dizer: ‘Posso transmitir mensagem’, nem tampouco ‘Por favor transmita uma mensagem.’. Se o fizer, há uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, um homem que tinha consigo uma jóia de valor seguia numa estrada principal lado a lado com um bhikkhu. O homem viu uma estação aduaneira e colocou a jóia na bolsa do bhikkhu sem que este soubesse. Tendo passado pela estação aduaneira, o homem retomou aquela jóia. O bhikkhu se tornou ansioso. . .

“Qual foi sua intenção, bhikkhu?”

“Eu sequer tomei ciência, mestre.”

“Não existe ofensa quando sequer se toma ciência.”

Certa vez, um homem que tinha consigo uma jóia de valor seguia numa estrada principal lado a lado com um bhikkhu. O homem viu uma estação aduaneira e, alegando estar doente, deu sua bolsa para que o bhikkhu carregasse. Quando o homem passou a estação aduaneira, ele disse ao bhikkhu: “Venerável, dê-me minha bolsa, não estou doente.”

“Então por que você me disse aquilo?”

O homem contou tudo ao bhikkhu. Ele tornou-se ansioso. . . “Não existe ofensa quando sequer se toma ciência.”

Certa vez, um bhikkhu seguia ao longo de uma estrada principal, juntamente com uma caravana. Um homem fez amizade com o bhikkhu lhe presenteando. Vendo uma estação aduaneira, aquele homem deu ao bhikkhu uma jóia valiosa, dizendo, “Venerável, por favor passe pela estação aduaneira com esta jóia.” E o bhikkhu passou pela estação aduaneira com aquela jóia. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu soltou um porco preso em uma armadilha, por compaixão. Ele tornou-se ansioso. . .

“Qual foi sua intenção, bhikkhu?”

“Eu o fiz por compaixão, mestre”.

“Não há ofensa quando se faz por compaixão.”

Certa vez, um bhikkhu soltou um porco preso em uma armadilha, com a intenção de roubá-lo antes que os donos o vissem. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu soltou um cervo preso em uma armadilha, por compaixão. . . . “Não há ofensa quando se faz por compaixão.” . . .um bhikkhu soltou um porco cervo em uma armadilha, com a intenção de roubá-lo antes que os donos o vissem. . . . “Você cometeu um ofensa parajika, que implica a expulsão.”. . . um bhikkhu soltou um peixe preso em uma rede, por compaixão. . .. “Não há ofensa quando se faz por compaixão.”. . . um bhikkhu soltou um peixe preso em uma rede, com a intenção de roubá-lo antes que os donos o vissem. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu, vendo alguns bens sobre um veículo, pensou: “Se eu os tiro deste veículo serei expulso.” Ele então os tomou pondo o veículo em movimento. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu tomou um pedaço de carne de um falcão pensando, “Eu vou devolver isso para os donos desta carne”. Mas os donos o acusaram, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”. Ele tornou-se ansioso. . . “Não há ofensa para quem não teve a intenção de roubar.”

Certa vez, um bhikkhu tomou um pedaço de carne de um falcão com a intenção de roubar este antes que os donos o vissem. Os donos o acusaram, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, alguns homens fizeram uma jangada e a colocaram no Rio Aciravatī. Quando as amarras foram destruídas, a madeira se soltou e se espalhou. Alguns bhikkhus, entendendo aquela madeira como descartada, a trouxeram para fora da água. Os donos acusaram aqueles bhikkhus, dizendo, “Vocês não são mais contemplativos”. Eles se tornaram ansiosos. . . “Não há ofensa quando se entende algo como tendo sido descartado.”

Certa vez, alguns homens fizeram uma jangada e a colocaram no Rio Aciravatī. Quando as amarras foram destruídas, a madeira se soltou e se espalhou. Alguns bhikkhus, com a intenção de roubar antes que os donos da jangada os vissem, trouxeram para fora da água aquela madeira. Os donos acusaram aqueles bhikkhus, dizendo, “Vocês não são mais contemplativos”. Eles se tornaram ansiosos. . . “Vocês cometeram uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um vaqueiro pendurou seu manto numa árvore e foi se aliviar. Um bhikkhu, entendendo aquele manto como descartado, o tomou para si. O vaqueiro então o acusou, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”. Ele tornou-se ansioso. . . “Não há ofensa quando se entende algo como tendo sido descartado.”

Certa vez, enquanto um bhikkhu atravessava um rio, um manto que havia escapado das mãos dos tintureiros se agarrou no seu pé. O bhikkhu pegou aquele manto pensando, “Vou devolver isto para os donos.” Mas os tintureiros o acusaram, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”. Ele tornou-se ansioso. . . “Não há ofensa para quem não teve a intenção de roubar.”

Certa vez, enquanto um bhikkhu atravessava um rio, um manto que havia escapado das mãos dos tintureiros se agarrou no seu pé. O bhikkhu pegou aquele manto com a intenção de roubá-lo antes que os donos o vissem. Os tintureiros o acusaram, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu, vendo um pote de ghee, o consumiu pouco a pouco. Ele tornou-se ansioso. . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas há uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, um número de bhikkhus, tendo feito um acordo, decidiram, “Vá e roube aqueles bens.” Um deles foi e roubou os bens. Os outros disseram: “Não estamos expulsos; apenas aquele que tomou os bens está expulso.” Eles informaram o Abençoado do ocorrido. Ele disse: “Todos vocês cometeram uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um número de bhikkhus, tendo feito um acordo, decidiram roubar alguns bens e os compartilhar em seguida. Quando estes foram compartilhados cada um deles recebeu uma parte com um valor de menos de cinco moedas māsaka. Eles disseram: “Não estamos expulsos.” Eles informaram o Abençoado do ocorrido. Ele disse: “Todos vocês cometeram uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, quando Sāvatthī sofria com a escassez de comida, um bhikkhu, com a intenção de roubar, tomou para si um punhado de arroz pertencentes a um lojista. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, quando Sāvatthī sofria com a escassez de comida, um bhikkhu, com a intenção de roubar, tomou um punhado de feijão. . . um punhado de grãos. . . um punhado de gergelim pertencentes a um lojista. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, alguns ladrões na Mata Escura perto de Sāvatthī, mataram uma vaca, comeram um pouco da carne, puseram de lado o restante e partiram. Alguns bhikkhus, entendendo aquela carne como tendo sido descartada, fizeram com que esta fosse oferecida e a comeram. Os ladrões acusaram esses bhikkhus, dizendo, “Vocês não são mais contemplativos”. Eles se tornaram ansiosos. . . “Não há ofensa quando se entende algo como tendo sido descartado.”

Certa vez, alguns ladrões na Mata Escura perto de Sāvatthī, mataram um porco. . . “Não há ofensa quando se entende algo como tendo sido descartado.”

Certa vez, um bhikkhu foi até um pasto e, com a intenção de roubar, tomou para si uma quantidade de grama cortada cujo valor equivalia a cinco moedas māsaka. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu foi até um pasto e, com a intenção de roubar, cortou e tomou para si uma quantidade de grama cujo valor equivalia a cinco moedas māsaka. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, alguns bhikkhus visitantes dividiram entre si uma quantidade de mangas pertencente à Sangha e as comeram. Os bhikkhus residentes acusaram esses bhikkhus, dizendo, “Vocês não são mais contemplativos”. Eles tornaram-se ansiosos e informaram o Abençoado do ocorrido.

“Qual foi sua intenção, bhikkhus?”

“Pensamos que pudessem ser consumidas, mestre”.

“Não há ofensa quando se pensa que pode ser consumido.”

Certa vez, que alguns bhikkhus visitantes dividiram os jambos-rosa pertencentes à Sangha. . . a frutas-pão-pertencente à Sangha. . . as jacas. . . os cocos. . . a cana-de-açúcar. . . os caquis, pertencente à Sangha e comeram-nos. Os bhikkhus residentes. . . “Não há ofensa quando se pensa que pode ser consumido.”

Certa vez, os guardiões de um mangueiral ofereceram manga para um grupo de bhikkhus. Os bhikkhus, pensando, “Eles têm a autoridade para guardar, mas não para oferecer”, e com medo de cometer uma ofensa não aceitaram aquela manga. eles informaram o Abençoado do ocorrido. Ele disse: “Não há ofensa quando se trata de algo oferecido por um guardião.”

Certa vez, os guardiões de um mangueiral . . . de uma plantação de caquis ofereceram caqui para um grupo de bhikkhus. Os bhikkhus, pensando, “Eles têm a autoridade para guardar, mas não para oferecer”, e com medo de cometer uma ofensa não aceitaram aquele caqui. eles informaram o Abençoado do ocorrido. Ele disse: “Não há ofensa quando se trata de algo oferecido por um guardião.”

Certa vez, um bhikkhu tomou emprestado um pedaço de madeira pertencente à Sangha, e o usou para apoiar a parede de seu alojamento. Os bhikkhus acusaram aquele bhikkhu, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”. Ele tornou-se ansioso e informou o Abençoado. Ele disse: “Qual foi sua intenção, bhikkhu?”

“Eu tomei emprestado, mestre.”

“Não há ofensa para quem toma emprestado.”

Certa vez, um bhikkhu, com a intenção de roubar, tomou para si água pertencentes à Sangha. . . tomou para si barro, pertencente à Sangha. . . com a intenção de roubar, ele tomou para si um monte de grama pertencente à Sangha. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu, com a intenção de roubar, ateou fogo em um monte de grama pertencente à Sangha. Ele tornou-se ansioso. . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas há uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, um bhikkhu, com a intenção de roubar, tomou para si um leito pertencente à Sangha. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu, com a intenção de roubar, tomou para si um banco pertencente à Sangha. . . tomou para si uma almofada. . . tomou para si um travesseiro. . . tomou para si uma porta. . . tomou para si uma janela. . . com a intenção de roubar, tomou para si uma viga pertencente à Sangha. Ele tornou-se ansioso. . . “Você cometeu uma ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, o mobiliário e os requisitos de um alojamento pertencente a discípulo chefe de família foram usados por alguns bhikkhus. Aquele discípulo se queixou e os criticou: “Como podem esses veneráveis usar em um lugar requisitos pertencentes a outro lugar?” eles informaram o Abençoado do ocorrido. “Não se deve usar noutro local requisitos pertencentes a um certo lugar. Se alguém o faz, comete uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, alguns bhikkhus, tendo o receio de cometer uma ofensa relacionada a tomar para si requisitos encontrados num espaço de observâncias ou de assembléia, sentaram-se diretamente no chão. Seus corpos e vestes ficaram cobertos de pó. Eles informaram o Abençoado do ocorrido. “É permitido pegar emprestado.”

Certa vez, em Campā uma bhikkhuni, discípula da bhikkhuni Thullanandā, foi até a família que apoiava Thullanandā e disse: “A Venerável Thullanandā quer beber mingau de arroz contendo três ingredientes pungentes.” Quando o mingau ficou pronto, ela tomou aquilo para si e comeu. Quando a Venerável Thullananadā soube daquilo, ela a acusou, dizendo: “Você não tem mais o status de contemplativo”. Ela tornou-se ansiosa. Em seguida, ela contou para as bhikkhunis, que por sua vez, contaram para os bhikkhus, que por sua vez informaram ao Abençoado. . . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas há uma ofensa pacittiya, que implica a confissão por deliberadamente mentir.”

Certa vez, em Rājagaha uma bhikkhuni discípula da bhikkhuni Thullanandā foi até a família que apoiava Thullanandā e disse: “A Venerável quer comer uma bala de mel.” Quando a bala de mel ficou pronto, ela tomou aquilo para si e comeu. Quando a Venerável Thullananadā soube daquilo . . . “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas há uma ofensa pacittiya, que implica a confissão por deliberadamente mentir.”

Certa vez, em Vesāli um chefe de família que era patrono do Venerável Ajjuka, tinha duas crianças vivendo com ele, um filho e um sobrinho. O chefe de família disse ao Venerável Ajjuka: “Venerável, por favor confie esta herança ao único destes dois rapazes que tem fé e confiança.”

Naquele caso, o sobrinho do chefe de família era aquele com fé e confiança, e então Venerável Ajjuka lhe confiou a herança. Tendo sido confiado a herança, o sobrinho estabeleceu com aquela riqueza uma família e fez doações.

O filho do chefe de família foi então até Venerável Ānanda e lhe perguntou: “Venerável Ānanda, quem é o herdeiro do pai, o filho ou sobrinho? “

“O filho é herdeiro do pai.”

“Venerável, este Venerável Ajjuka confiou a herança ao meu primo.”

“O Venerável Ajjuka já não é mais um contemplativo”.

O Venerável Ajjuka então disse ao venerável Ānanda: “Venerável Ānanda, por favor investigue.”

Naquele tempo o Venerável Upāli era próximo do Venerável Ajjuka, e ele disse ao Venerável Ānanda: “Ānanda, que ofensa cometeu aquele que, quando solicitado pelo dono de uma herança a atribuí-la a alguém específico, ele assim o faz?”

“Venerável, ele não cometeu qualquer ofensa, nem mesmo uma ofensa dukkata, de transgressão.”

“O Venerável Ajjuka foi solicitado pelo dono a atribuir uma herança alguém específico, e assim ele o fez. O Venerável Ajjuka não cometeu uma ofensa.”

Certa vez, em Benares, a família que apoiava o Venerável Pilindavaccha foi assediada por criminosos, e dois de seus filhos foram seqüestrados. O Venerável Pilindavaccha recuperou as crianças com seu poder psíquico, os colocando de volta uma construção com vários andares.

As pessoas viram aquelas crianças e disseram: “Tal é a grandiosidade do poder psíquico do Venerável Pilindavaccha” e passaram a ter fé e confiança nele.

Os bhikkhus se queixaran e o criticaram: “Como pôde Pilindavaccha Venerável trazer de volta as crianças sequestradas pelos criminosos?” E eles informaram o Abençoado do ocorrido. Ele disse: “Não há ofensa que se relacione aos poderes psíquicos daquele que os possui.”

Certa vez, os dois bhikkhus Paṇḍaka e Kapila eram amigos. Um deles morava em um vilarejo e outro em Kosambī. Então, enquanto o primeiro bhikkhu viajava do vilarejo para Kosambī, conforme ele atravessava um rio, um pedaço de banha que havia escapado das mãos dos açougueiros de porcos se prendeu nos seus pés. Ele tomou aquilo para si, pensando, “Vou devolver isto para os donos.” Os donos o acusaram, dizendo: “Você não é mais um contemplativo”.

Em seguida, uma vaqueira que o tinha visto cruzando disse: “Venha, Venerável, tenha relações sexuais comigo.” Pensando, “Eu já não sou mais um contemplativo”, e ele teve relações sexuais com ela.

Quando ele chegou em Kosambī, ele informou os bhikkhus do ocorrido, que por sua vez informaram ao Abençoado. Ele disse: “Houve ofensa parajika, que implica a expulsão, não devido ao roubo mas sim devido ao ato sexual.”

Naquele tempo em Sāgalā, um bhikkhu discípulo do Venerável Daḷhika, atormentado pelo descontentamento, tomou para si um turbante de um lojista. Ele disse ao venerável Daḷhika: “Venerável, não sou mais um contemplativo; largarei o manto.”

“Mas o que você fez?” E ele o contou o ocorrido. Então, depois de ter o turbante trazido até a sua presença, o Venerável Daḷhika, avaliou o item e constatou que este não valia cinco moedas māsaka. “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão”, e ele deu ao bhikkhu um ensinamento. O bhikkhu ficou encantado.

Aqui termina a seção sobre a segunda das regras pārājika, que implicam a expulsão.