COLEÇÃO DAS REGRAS MONÁSTICAS DO BUDISMO THERAVĀDA

O Código de Disciplina Monástica dos Bhikkhus

Regras Pārājika 3: Matar um ser humano

História de origem

Primeiro sub-relato

Certa vez, o Abençoado se encontrava em Vesali na Grande Floresta no Salão com um pico na cumeeira. Naquela ocasião, o Mestre discursou para os bhikkhus de várias maneiras sobre as coisas repulsivas e não atraentes—ele falou em louvor das coisas repulsivas e não atraentes, em louvor ao cultivo da percepção das coisas repulsivas e não atraentes e em louvor da realização da percepção do coisas repulsivas e não atraentes.

O mestre então se dirigiu os bhikkhus: “Bhikkhus, é minha vontade entrar em retiro solitário por duas semanas. Ninguém deverá se aproximar de mim a não ser aquele que me trouxer comida esmolada.”

“Sim, Venerável senhor”, eles responderam, e ninguém se aproximou dele, exceto aquele que lhe trazia comida esmolada.

E aos bhikkhus ocorreu: “O Mestre nos falou de muitas maneiras sobre coisas repulsivas e não atraentes”, e eles se dedicaram ao cultivo da percepção das coisas repulsivas e não atraentes em seus muitos aspectos diferentes. Como conseqüência eles tornaram incomodados com seus próprios corpos, vergonhosos de seus próprios corpos, odiosos de seus próprios corpos. Da mesma forma que um jovem homem ou mulher—alguém que aprecia adornos, que acabou de ter seus cabelos lavados—se envergonharia, seria humilhado ou enojado caso uma carcaça de cobra, de um cão ou de um homem fosse pendurada em volta de seu pescoço, igualmente os bhikkhus se tornaram incomodados com seus próprios corpos. Eles então cometeram suicídio, mataram uns aos outros, ou então se aproximaram de Migalaṇḍika, o falso contemplativo, e disseram: “Por favor, nos mate. Esta tigela e manto serão seus.” E, em troca de uma tigela e manto, Migalaṇḍika matou muitos bhikkhus.

Ele levou sua faca manchada de sangue até o Rio Vaggumudā, e enquanto ele a lavava ele tornou-se ansioso e arrependido: “Isto é realmente ruim para mim; eu cometi muito deméritos matando aqueles bhikkhus virtuosos.”

Então, enquanto atravessava o rio, um ser malígno, um mara, que ali habitava disse para Migalaṇḍika: “Muito bem, és um homem superior, verdadeiramente afortunado. Você cometeu muitos méritos, pois você encaminhou para o outro lado aqueles que ainda não haviam cruzado.”

E o seguinte ocorreu ao Migalaṇḍika: “Pois então parece que sou afortunado e que cometi muitos méritos”, e após isto ele seguiu passando por alojamentos e cabanas perguntando: “Quem não ainda cruzou? Quem devo encaminhar para o outro lado?” E os bhikkhus que não se encontravam ainda livres de desejo foram tomados pelo medo, terror, com seus cabelos em pé. E aqueles já livres do desejo não tiveram medo. E assim, Migalaṇḍika num dia matou um bhikkhu, num outro dia matou dois bhikkhus, … três… quatro… cinco… dez… vinte… trinta… quarenta… cinquenta… num outro dia matou sessenta bhikkhus.

Ao fim de duas semanas, o Abençoado retornou após encerrar seu retiro e disse ao Venerável Ānanda: “Ānanda, por qual razão a sangha de bhikkhus está tão reduzida?”

E o Venerável Ānanda lhe disse o que havia ocorrido, dizendo em seguida: “Venerável senhor, por favor dê outra instrução para que um entendimento se estabeleça nas sangha dos bhikkhus.”

“Pois bem, Ānanda, reúna no salão comunal todos os bhikkhus que vivem nos arredores de Vesālī.”

“Sim, Venerável senhor.”

Quando assim ele o fez, ele se aproximou do Abençoado e disse: “Venerável senhor, a sangha dos bhikkhus foi reunida. Por favor, faça como julgar adequado.”

O Abençoado foi até o salão comunal, sentou-se num assento preparado e disse:

“Bhikkhus, quando a quietude e concentração que resulta do respirar com atenção plena é desenvolvida e cultivada, ela é pacífica e sublime, um estado feliz e satisfatório, ela imediatamente interrompe e acalma as qualidades ruins e prejudiciais, sempre que elas surgem. Assim como uma grande e inesperada tempestade que cai no último mês da temporada quente dá fim ou assenta a poeira e pó que se encontram no ar, a quietude e concentração que resulta do desenvolvimento e cultivo do respirar com atenção plena—pacífica e sublime, um estado feliz e satisfatório—imediatamente interrompe e acalma as qualidades ruins e prejudiciais, sempre que elas surgem. E de que forma a quietude e concentração que resulta do respirar com atenção plena na respiração é desenvolvida e cultivada?

“Aqui um bhikkhu, dirigindo-se à floresta ou à sombra de uma árvore ou a um local isolado; senta-se com as pernas cruzadas, mantém o corpo ereto e estabelecendo a plena atenção à sua frente, ele inspira com atenção plena justa, ele expira com atenção plena justa.

“Inspirando longo, ele compreende: ‘eu inspiro longo’; ou expirando longo, ele compreende: ‘eu expiro longo.’ Inspirando curto, ele compreende: ‘eu inspiro curto’; ou expirando curto, ele compreende: ‘eu expiro curto.’ Ele treina assim: ‘eu inspiro experienciando todo o corpo [da respiração]’; ele treina assim: ‘eu expiro experienciando todo o corpo [da respiração].’ Ele treina assim: ‘eu inspiro tranqüilizando a formação do corpo [da respiração]’; ele treina assim: ‘eu expiro tranqüilizando a formação do corpo [da respiração].’

“Ele treina assim: ‘eu inspiro experienciando êxtase’; ele treina assim: ‘eu expiro experienciando êxtase.’ Ele treina assim: ‘eu inspiro experienciando a felicidade’; ele treina assim: ‘eu expiro experienciando a felicidade.’ Ele treina assim: ‘eu inspiro experienciando a formação da mente’; ele treina assim: ‘eu expiro experienciando a formação da mente.’ Ele treina assim: ‘eu inspiro tranqüilizando a formação da mente’; ele treina assim: ‘eu expiro tranqüilizando a formação da mente.’

“Ele treina assim: ‘eu inspiro experienciando a mente’; ele treina assim: ‘eu expiro experienciando a mente.’ Ele treina assim: ‘eu inspiro satisfazendo a mente’; ele treina assim: ‘eu expiro satisfazendo a mente.’ Ele treina assim: ‘eu inspiro concentrando a mente’; ele treina assim: ‘eu expiro concentrando a mente.’ Ele treina assim: ‘eu inspiro libertando a mente’; ele treina assim: ‘eu expiro libertando a mente.’

“Ele treina assim: ‘eu inspiro contemplando a impermanência’; ele treina assim: ‘eu expiro contemplando a impermanência.’ Ele treina assim: ‘eu inspiro contemplando o desaparecimento’; ele treina assim: ‘eu expiro contemplando o desaparecimento.’ Ele treina assim: ‘eu inspiro contemplando a cessação’; ele treina assim: ‘eu expiro contemplando a cessação.’ Ele treina assim: ‘eu inspiro contemplando a renúncia’; ele treina assim: ‘eu expiro contemplando a renúncia.’

“Bhikkhus, quando assim é cultivada e desenvolvida a quietude e concentração que resulta do respirar com atenção plena—pacífica e sublime, um estado feliz e satisfatório—ela imediatamente interrompe e acalma as qualidades ruins e prejudiciais, sempre que elas surgem.”

Em seguida, o mestre convocou a sangha dos bhikkhus e lhes perguntou:

“É verdade, bhikkhus, que alguns de vocês cometeram suicídio, mataram uns aos outros ou então se aproximaram de Migalaṇḍika, o falso contemplativo, e disseram: “Por favor, nos mate. Esta tigela e manto serão seus.”?”

“Sim mestre, é verdade.”

O Buda então os criticou: “Bhikkhus, não é adequado, não é conveniente, não é apropriado, não é digno de um contemplativo, não é correto, não deve ser feito. Como puderam esses bhikkhus cometer suicídio, matar uns aos outros ou então se aproximar de Migalaṇḍika, o falso contemplativo, e dizer: “Por favor, nos mate. Esta tigela e manto serão seus.”? O que se passou não fará surgir fé naqueles ainda sem fé… E então, bhikkhus, esta regra de treinamento deve ser assim recitada:

Primeira regra preliminar

“Um bhikkhu que mata intencionalmente um ser humano, ou procura por um instrumento para a morte deste—ele está expulso, passa a não mais fazer parte da Sangha.”

Desta forma o Abençoado estabeleceu para os bhikkhus esta regra de treinamento.

Segundo sub-relato

Certa vez, um discípulo leigo se encontrava doente. Ele tinha uma esposa bela e agradável. Os bhikkhus do bando dos seis haviam se apaixonado por ela, e eles disseram uns aos outros: “Se este discípulo leigo viver não teremos essa mulher. Venham, vamos até ele elogiar a morte.”

E então eles foram até o discípulo leigo e disseram: “Você fez o que é bom e hábil, construiu um abrigo contra o medo. Você não cometeu nenhum demérito, não foi ganancioso ou imoral. Qual é o ponto desta vida miserável e difícil? A morte lhe será melhor que a vida. Quando você falecer, você renascerá num destino feliz, no paraíso. Lá você poderá desfrutar dos cinco tipos de prazeres sensuais divinos. ”

E aquele discípulo leigo pensou: “Estes veneráveis falam a verdade, pois eu fiz o que é bom e evitei o que é ruim, depois da morte renascerei num destino feliz, no paraíso.”

E a partir daquele ponto ele ingeriu e bebeu vários tipos de alimentos e bebidas prejudiciais, e por causa disto ele ficou seriamente doente e morreu.

E então sua esposa se queixou e criticou aqueles bhikkhus: “Estes contemplativos Sákya são sem vergonha, imorais e mentirosos. Eles afirmam ser seguidores da verdade, de boa conduta, comprometidos com a vida espiritual, faladores da verdade, virtuosos, de bons modos. Mas eles não têm as qualidades de um contemplativo ou brâmane; eles estão perdidos. Eles elogiaram a morte para meu marido, e por causa deles, meu marido morreu.”

E outras pessoas reclamaram e criticaram da mesma forma.

Os bhikkhus ouviram as críticas e reclamações daquelas pessoas. E tais bhikkhus, que eram daqueles com poucos desejos, dotados de senso de vergonha e temor de cometer transgressões, contentes com a vida espiritual, escrupulosos e desejosos de treinamento, queixaram-se e criticaram aqueles indivíduos: “Como puderam eles elogiar a morte para aquele discípulo leigo?”

Depois de terem os criticado de várias maneiras, eles informaram o Abençoado do ocorrido…

“É verdade, bhikkhus, que vocês elogiaram a morte para aquele discípulo leigo?”

“É verdade, mestre.”

O Buda então os repreendeu: “Homens tolos, não é conveniente, não é apropriado, não é digno de um contemplativo, não é correto, não deve ser feito. Como puderam vocês elogiar a morte para aquele discípulo leigo? O que se passou não fará surgir fé naqueles ainda sem fé… E então, bhikkhus, esta regra de treinamento deve ser assim recitada:

Regra final

“Um bhikkhu que mata intencionalmente um ser humano, ou que procura por um instrumento para a morte deste, ou que incita alguém a morrer, dizendo, ‘Bom homem, qual é o ponto desta vida miserável e difícil? A morte lhe será melhor que a vida!’, tendo este pensamento e intenção, ele elogia a morte de várias formas ou incita alguém a morrer—ele está expulso, passa a não mais fazer parte da Sangha.”

Definições

“Um”,: refere-se a qualquer indivíduo, de tal tipo, de tal ocupação, de tal status social, de tal nome, de tal família, de tal conduta, de tal comportamento, de tal associação, seja de muita ou pouca idade, ou não pertencendo a nenhum grupo específico. … “Bhikkhu”,: … neste caso, um bhikkhu é alguém que tenha recebido a ordenação completa na Sangha de bhikkhus através de um procedimento formal, consistindo de três moções e três proclamações, que é irrefutável e completo.

Intencionalmente: ciente, dotado de entendimento, tendo intenção, tendo decidido, ele comete a ofensa.

Um ser humano: desde a primeira aparição da mente no ventre materno—desde a primeira manifestação da consciência—até a hora da morte: um ser que se encontra entre estes, a isto se chama “ser humano.”

Mata: suspende a faculdade da vida, trazendo-a para um fim, interrompendo sua continuação.

Ou procura por um instrumento para a morte: uma espada, um punhal, uma flecha, um porrete, uma pedra, uma faca, veneno ou uma corda.

Ou elogia a morte: ele mostra desvantagens na vida e fala em louvor da morte.

Ou incita alguém a morrer: ele diz: “Se mate com uma faca/coma veneno/se enforque com uma corda.”

Bom homem: esta é uma forma de tratar.

‘Qual é o ponto desta vida miserável e difícil’: 

Vida miserável: a vida dos pobres, desprezível se comparada com a vida dos ricos; a vida dos desfavorecidos, desprezível se comparada com a vida dos ricos; a vida dos seres humanos, desprezível se comparada com a vida dos devas, no paraíso. 

Vida difícil: a vida daquele cujas mãos são cortadas, cujos pés são cortados, cujas mãos e pés são cortados, cujas orelhas são cortadas, cujo nariz é cortado, cujo nariz e as orelhas são cortados. 

Por causa deste tipo de miséria e por este tipo de vida difícil, se diz: “A morte lhe será melhor que a vida..”

Pensamento: mente e pensamento são equivalentes.

Intenção: percebendo a morte, intencionando matar, objetivando a morte.

De várias maneiras: de formas diferentes.

Ele elogia a morte: ele mostra a desvantagem na vida e fala em louvor da morte, dizendo: “Quando você tiver falecido, com a dissolução do corpo após a morte, você renascerá num destino feliz, num paraíso. Lá você terá acesso e desfrutará dos cinco tipos de prazeres sensuais divinos.”

Ou incita alguém a morrer: ele diz: “Se mate com uma faca/coma veneno/se enforque com uma corda/salte de um abismo/pule em um poço/salte de um penhasco.”

Ele também: isso é dito pois esta é uma dentre as outras ofensas parajika, implicam a expulsão.

É expulso: da mesma forma que uma pedra quebrada em duas partes não pode ser posta junta novamente, um bhikkhu que intencionalmente mata um ser humano deixa de ser um contemplativo, um filho do Sákya—é desta forma que se diz “ele foi expulso.”

Passa a não mais fazer parte da Sangha:

Fazer parte da Sangha: O indivíduo rompe o vínculo com a Sangha de bhikkhus, estando impedido de participar em procedimentos formais da Sangha, em recitações, e em treinamentos específicos.

Assim se define a aplicação da expressão ‘Passa a não mais fazer parte da Sangha’.”

Permutações

Resumo

A si mesmo, tendo decidido, através de um mensageiro, através de vários mensageiros, através de um mensageiro que não segue as instruções, através de um mensageiro que parte e retorna.

Em público, mas percebendo como em privado; em privado, mas percebendo como em público; em público e percebendo como em público; em privado e percebendo como em privado.

Ele elogia através do corpo; ele elogia através da fala; ele elogia através do corpo e da fala; ele elogia através de um mensageiro; ele elogia através da escrita.

Um poço, uma peça de mobília, colocando perto, tônicos, uma imagem, um som, um odor, um sabor, um toque, um estado mental, uma informação, uma instrução, um ato planejado, um sinal.

Exposição

A si mesmo: o indivíduo se mata através do corpo ou através de algo junto ao corpo ou através de algo lançado ou solto.

Tendo decidido: decidido, ele diz a alguém: bata assim, golpeie assim, mate assim.

Através de um mensageiro:

Se um bhikkhu diz a um outro bhikkhu: “Vá e mate fulano”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o segundo bhikkhu matar essa pessoa, pensando que ela é quem que se mandou matar, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão de ambos.

Se um bhikkhu diz a um outro bhikkhu: “Vá e mate fulano”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o segundo bhikkhu matar outra pessoa, pensando que aquela era quem se mandou matar, não há nenhuma ofensa para o instigador, mas para o assassino há uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se um bhikkhu diz a um outro bhikkhu: “Vá e mate fulano”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o segundo bhikkhu matar essa pessoa, pensando no entanto que aquela era alguém diferente daquela que se mandou matar, para ambos há uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se um bhikkhu diz a um outro bhikkhu: “Vá e mate fulano”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o segundo bhikkhu matar outra pessoa, pensando que aquela era alguém diferente daquela que se mandou matar, não há nenhuma ofensa para o instigador, mas há uma ofensa parajika, que implica a expulsão para o assassino.

Através de vários mensageiros:

Se um bhikkhu diz a um outro bhikkhu: “Vá e diga para fulano mandar beltrano matar sicrano”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Havendo a transmissão, há uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o potencial assassino concorda, o instigador comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se a morte se dá como comandado, todos os envolvidos cometnuma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Através de um mensageiro que não segue as instruções:

Se um bhikkhu diz a um outro bhikkhu: “Vá e diga para fulano mandar beltrano matar sicrano”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o outro bhikkhu vai e passa o comando para uma terceira pessoa, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o potencial assassino concorda, há uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele mata sicrano, não há ofensa para o instigador, mas tanto aquele que deu o comando como o assassino cometeram uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Por um mensageiro foi e voltou novamente:

Se um bhikkhu diz a um outro bhikkhu: “Vá e mate fulano”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o segundo bhikkhu vai lá, mas retorna dizendo: “Eu não estou pronto para matá-lo”, e se ele responde: “Quando você estiver pronto, vá e mate-o”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o segundo bhikkhu vai e mata como comandado, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão de ambos.

Se um bhikkhu diz a um outro bhikkhu: “Vá e mate fulano”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, depois de lhe dizer, ele se arrepende e diz: “Não o mate.” Se o segundo bhikkhu vai e mata como comandado, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão de ambos.

Se um bhikkhu diz a um outro bhikkhu: “Vá e mate fulano”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, depois de lhe dizer, ele se arrepende e diz: “Não o mate”, mas o segundo bhikkhu diz: “Eu fui mandado por você a fazê-lo”, e ele então mata como comandado, não há ofensa para o instigador, mas há uma ofensa parajika, que implica a expulsão, para quem mata.

Se um bhikkhu diz a um outro bhikkhu: “Vá e mate fulano”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, depois de lhe dizer, ele se arrepende e diz-lhe: “Não mate”, e o segundo bhikkhu diz, “Muito bem”, e desiste, não há ofensa para nenhum dos dois.

Em público, mas percebendo como em privado: se ele diz em voz alta: “Quem me dera que fulano fosse morto”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Em particular, mas percebendo em público: se ele diz em voz alta: “Quem me dera que fulano fosse morto”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Em público e percebendo como em público: se ele diz em voz alta: “Quem me dera que fulano fosse morto”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Em privado e percebendo como em privado: se ele diz em voz alta: “Quem me dera que fulano fosse morto”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Ele elogia através do corpo: se ele faz um gesto com o corpo, indicando, “Quem morre assim, recebe a riqueza/torna-se famoso/vai para o paraíso”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, por causa de tais elogios, a pessoa pensa: “Morrerei”, e ela experimenta dor, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Ele elogia através da fala: se ele diz: “Quem morre assim, recebe a riqueza/torna-se famoso/vai para o paraíso”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, por causa de tais elogios, a pessoa pensa: “Morrerei”, e ela experimenta dor, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Ele elogia através do corpo e da fala: se ele faz um gesto com o corpo e diz: “Quem morre assim, recebe a riqueza/torna-se famoso/vai para o paraíso”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, por causa de tais elogios, a pessoa pensa: “Morrerei”, e ela experimenta dor, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Ele elogia através de um mensageiro: se ele dá instruções através de um mensageiro, dizendo: “Quem morre assim, recebe a riqueza/torna-se famoso/vai para o paraíso”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, por causa de tais elogios, a pessoa pensa: “Morrerei”, e ela experimenta dor, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Ele elogia através da escrita: se ele escreve: “Quem morre assim, recebe a riqueza/torna-se famoso/vai para o paraíso”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, por causa de tais elogios, a pessoa pensa: “Morrerei”, e ela experimenta dor, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Um poço: se ele cavar um poço para que pessoas morram, tendo em mente: “Quem aqui cair morrerá”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se uma pessoa cai naquele poço, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se após a queda ela experimenta dor , ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se a pessoa morrer, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Se cava um poço, tendo em mente: “O que quer que aqui cair, morrerá”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se uma pessoa cair naquele poço, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se após a queda ela experimenta dor, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se a pessoa morrer, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se um yakkha, peta ou animal em forma humana cair naquele poço, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se após a queda tal ser experimenta dor, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se tal ser morrer, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se um animal cair naquele poço, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se após a queda o animal sentir dor, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ela morre, ele comete uma ofensa pacittiya, que implica a confissão.

Uma peça de mobília: se ele coloca uma adaga numa peça de mobília, ou besunta uma peça de mobília com veneno, ou quebra parcialmente uma peça de mobília, ou se ele coloca uma peça de mobília perto de um lago, um poço ou um penhasco, tendo em mente: “Ao cair, ele morrerá”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se a pessoa experimenta dor devido ao punhal, ao veneno ou ao tombo, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Colocando perto: se ele coloca uma faca, um punhal, uma flecha, um porrete, uma pedra, uma espada, veneno ou uma corda perto dele, tendo em mente: “Usando isso ele morrerá”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se a pessoa pensa: “Usando isso morrerei”, e ela experimenta dor, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Tônicos: se ele lhe dá, ghee, manteiga, óleo, mel ou açúcar, tendo em mente: “Após a ingerir isto, ele morrerá”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se a pessoa ingere aquilo e experimenta dor, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Uma visão: se ele apronta uma visão terrível e aterrorizante, tendo em mente: “Vendo isso ele se aterrorizará e morrerá”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ao ver aquilo a pessoa se aterroriza, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele apronta uma visão adorável, tendo em mente: “Vendo essa imagem e em seguida, se encontrando incapaz de obtê-la, ele irá murchar e morrer”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se a pessoa vê imagem e em seguida, se encontrando incapaz de obtê-la, ela murcha e morre, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Um som: se ele apronta um som terrível e aterrorizante, tendo em mente: “Ouvindo isso ele se aterrorizará e morrerá”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ao ouvir aquilo a pessoa se aterroriza, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele apronta um som adorável, tendo em mente: “Ouvindo este som e em seguida, se encontrando incapaz de obtê-lo, ele irá murchar e morrer”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se a pessoa ouve o som e em seguida, se encontrando incapaz de obtê-lo, ela murcha e morre, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Um odor: se ele apronta um odor terrível e aterrorizante, tendo em mente: “Sentindo esse odor ele se aterrorizará e morrerá”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ao sentir aquele odor a pessoa se aterroriza, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele apronta um odor adorável, tendo em mente: “Cheirando este aroma e em seguida, se encontrando incapaz de obtê-lo, ele irá murchar e morrer”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se a pessoa sente o aroma e em seguida, se encontrando incapaz de obtê-lo, ela murcha e morre, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Um sabor: se ele apronta um sabor terrível e aterrorizante, tendo em mente: “Sentindo este sabor ele se aterrorizará e morrerá”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ao sentir aquele sabor a pessoa se aterroriza, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele apronta um sabor adorável, tendo em mente: “Sentindo este sabor e em seguida, se encontrando incapaz de obtê-lo, ele irá murchar e morrer”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se a pessoa sente aquele sabor e em seguida, se encontrando incapaz de obtê-lo, ela murcha e morre, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Um toque: se ele apronta um toque doloroso e cruel, tendo em mente: “Tocado por isto ele morrerá”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o toque ocorre e a pessoa sente dor, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele apronta um toque agradável e suave, tendo em mente: “Tocado por isto e em seguida, se encontrando incapaz de obtê-lo, ele irá murchar e morrer”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se o toque ocorre e em seguida, se encontrando incapaz de obtê-lo, a pessoa murcha e morre, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Um estado mental: se ele fala sobre o inferno para alguém destinado ao inferno, tendo em mente: “Ao ouvir isto e se aterrorizando, ele morrerá”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se a pessoa ouve e se aterroriza, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão. Se ele fala sobre o paraíso para alguém de bom comportamento, tendo em mente: “Ao ouvir isso e isto e se interessando pelo paraíso, ele morrerá”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se a pessoa ouve, torna-se interessada e pensa, “Morrerei”, e ela experimenta dor, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Informações: se, sendo perguntado, ele informa: “Morra dessa forma; aquele que assim morre recebe riqueza/adquire fama/vai para o paraíso”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, por causa dessa informação, a pessoa pensa: “Morrerei”, e ela experimenta dor, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Instrução: se, sem ser perguntado, ele instrui: “Morra dessa forma; aquele que assim morre recebe riqueza/adquire fama/vai para o paraíso”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, por causa dessa informação, a pessoa pensa: “Morrerei”, e ela experimenta dor, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Se ela morre, ele comete uma ofensa parajika, que implica a expulsão.

Um ato planejado: se ele planeja um ato para antes ou para depois da refeição, para a noite ou para o dia, dizendo a outra pessoa: “Vá e mate essa pessoa de acordo com este plano”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se a outra pessoa mata aquela pessoa de acordo com o plano, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão de ambos. Se ele mata a pessoa antes ou depois do planejado, não há nenhuma ofensa para o instigador, mas há uma ofensa parajika, que implica a expulsão para o assassino.

Um sinal: ele faz um sinal. Se ele diz que a outra pessoa: “Quando eu sinalizar piscando os olhos/ levantando minha sobrancelha/ acenando, mate essa pessoa”, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Se, ao sinal, ele vai e mata a pessoa, há uma ofensa parajika, que implica a expulsão de ambos. Se ele mata a pessoa antes ou depois do planejado, não há nenhuma ofensa para o instigador, mas há uma ofensa parajika, que implica a expulsão para o assassino.

Quando não há ofensa

Não há ofensa quando: não há intenção; não se está ciente; não se objetiva a morte; o indivíduo se encontra louco; ele é o primeiro a cometer a ofensa.

Aqui termina a primeira seção.

Casos e suas respectivas decisões

Lista para memorização

Elogiando, sentado,
Envolvendo um pilão, um almofariz;
Ordenado já velho, tossindo fora,
Primeiro, veneno experimental.

E três com a preparação de terreno,
Mais três envolvendo tijolos;
Um enxó e uma viga,
Uma plataforma elevada, descendo, saltando.

Suando, tratamento pelo nariz, massagem,
Banho, unguento;
Pondo de pé, deitando,
Morte através de comidas, de bebidas.

Grávida de um amante, duas esposas,
Mãe, criança, ele matou aos dois;
Ele não matou nenhum dos dois, esmagamento,
Aquecimento, estéril, fértil.

Cócegas, oprimindo, yakkha,
Yakkhas predadores, enviado;
Percebendo ele em outros, golpe,
Discursos sobre o paraíso e o inferno.

Três árvores em Āḷavī,
Três envolvendo bosques;
Não tortura, diferente do solicitado,
Iogurte e vinagre.

Detalhes do casos

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Por compaixão os bhikkhus elogiaram a morte para ele. Ele morreu. Os bhikkhus se tornaram ansiosos: “Será que nós cometemos um ofensa parajika, que implica a expulsão?” O Abençoado foi informado. Ele disse: “Vocês cometeram um ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, enquanto seguia para recolher esmolas um bhikkhu parou e se sentou num banco, esmagando um menino que ali estava, escondido por um pano. O menino morreu. O bhikkhu tornou-se ansioso : “Será que eu cometi um ofensa parajika, que implica a expulsão?” O Abençoado foi informado. Ele disse: “Não há nenhuma ofensa parajika, que implica a expulsão. Mas um bhikkhu não deve sentar em um assento sem antes conferir. Se ele o faz, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, um bhikkhu preparava um assento em um refeitório numa área habitada. Enquanto ele pegava um pilão que se encontrava no alto, um segundo pilão caiu, atingindo um menino que morreu em seguida. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Qual foi sua intenção?”

“Não foi minha intenção, mestre.”

“Não há ofensa quando não é intencional.”

Certa vez, um bhikkhu preparava um assento em um refeitório numa área habitada. Ele pisou nas partes de um almofariz. Estas caíram e atingiram um menino que morreu em seguida. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não é intencional.”

Certa vez, ambos pai e filho haviam adotado a vida santa. Quando foi anunciado uma determinada hora para um certo evento o filho disse ao pai: “Vá, Venerável, a sangha está esperando por você”, e aproximando-se dele por trás, ele o empurrou. O pai caiu e morreu. O filho tornou-se ansioso… “Qual foi sua intenção?”

“Eu não queria matá-lo, mestre.”

“Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, ambos pai e filho haviam adotado a vida santa. Quando foi anunciado uma determinada hora para um certo evento o filho disse ao pai: “Vá, Venerável, a sangha está esperando por você”, e tendo a intenção de matar ele aproximou-se dele por trás e o empurrou. O pai caiu e morreu. O filho tornou-se ansioso… “Você cometeu um ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, ambos pai e filho haviam adotado a vida santa. Quando foi anunciado uma determinada hora para um certo evento o filho disse ao pai: “Vá, Venerável, a sangha está esperando por você”, e tendo a intenção de matar o filho aproximou-se do pai por trás e o empurrou. O pai caiu mas não morreu. O filho tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, enquanto um bhikkhu comia carne esta ficou presa na sua garganta. Um segundo bhikkhu o atingiu no pescoço. O primeiro tossiu a carne junto com o sangue, e em seguida morreu. O segundo bhikkhu tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, enquanto um bhikkhu comia carne esta ficou presa na sua garganta. Um segundo bhikkhu, tendo a intenção de matar, o atingiu no pescoço. O primeiro tossiu a carne junto com o sangue, e em seguida morreu. O segundo bhikkhu tornou-se ansioso…. “Você cometeu um ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, enquanto um bhikkhu comia carne esta ficou presa na sua garganta. Um segundo bhikkhu, tendo a intenção de matar, o atingiu no pescoço. O primeiro tossiu a carne junto com o sangue, mas não morreu. O segundo bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu que se alimentava de comida esmolada recebeu comida envenenada. Ele trouxe aquela comida consigo e cedeu a primeira porção para os outros bhikkhus. Eles morreram. Ele tornou-se ansioso… “Qual foi a sua intenção, bhikkhu?”

“Eu sequer tomei ciência, mestre.”

“Não existe ofensa quando sequer se toma ciência.”

Certa vez, um bhikkhu deu veneno para um outro bhikkhu como experimento. O bhikkhu morreu. O primeiro bhikkhu tornou-se ansioso… “Qual foi a sua intenção, bhikkhu?”

“Meu objetivo era de realizar um experimento, mestre.”

“Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, os bhikkhus de Āḷavī construíam um alojamento. Um bhikkhu que estava abaixo levantou uma pedra. O segundo bhikkhu não pegou corretamente a pedra e esta caiu sobre a cabeça do bhikkhu abaixo, que em seguida morreu. O segundo bhikkhu tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, os bhikkhus de Āḷavī construíam um alojamento. Um bhikkhu que estava abaixo levantou uma pedra. O segundo bhikkhu, intencionando matar, não pegou corretamente a pedra e esta caiu sobre a cabeça do bhikkhu abaixo, que em seguida morreu… não morreu. O segundo bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, os bhikkhus de Āḷavī construíam um muro para um alojamento. Um bhikkhu que estava abaixo levantou um tijolo. O segundo bhikkhu não pegou corretamente o tijolo e este caiu sobre a cabeça do bhikkhu abaixo, que em seguida morreu. O segundo bhikkhu tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, os bhikkhus de Āḷavī construíam um muro para um alojamento. Um bhikkhu que estava abaixo levantou um tijolo. O segundo bhikkhu, intencionando matar, não pegou corretamente o tijolo e este caiu sobre a cabeça do bhikkhu abaixo, que em seguida morreu… não morreu. O segundo bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, os bhikkhus de Āḷavī trabalhavam numa construção. Um bhikkhu que estava abaixo levantou um enxó. O segundo bhikkhu não pegou corretamente o enxó e este caiu sobre a cabeça do bhikkhu abaixo, que em seguida morreu. O segundo bhikkhu tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, os bhikkhus de Āḷavī trabalhavam numa construção. Um bhikkhu, intencionando matar, não pegou corretamente um enxó e este caiu sobre a cabeça do bhikkhu abaixo, que em seguida morreu… não morreu. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, os bhikkhus de Āḷavī trabalhavam numa construção. Um bhikkhu que estava abaixo levantou uma viga. O segundo bhikkhu não pegou corretamente a viga e esta caiu sobre a cabeça do bhikkhu abaixo, que em seguida morreu. O segundo bhikkhu tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, os bhikkhus de Āḷavī trabalhavam numa construção. Um bhikkhu, intencionando matar, não pegou corretamente uma viga e esta caiu sobre a cabeça do bhikkhu abaixo, que em seguida morreu… não morreu. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, os bhikkhus de Āḷavī trabalhavam numa construção e montavam uma plataforma elevada. Um bhikkhu disse para um outro bhikkhu, “Monte a plataforma aqui.” O segundo bhikkhu, enquanto montava a plataforma ali, caiu e morreu. O primeiro bhikkhu tornou-se ansioso… “Qual foi a sua intenção, bhikkhu?”

“Não quis matá-lo, mestre.”

“Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, os bhikkhus de Āḷavī trabalhavam numa construção e montavam uma plataforma elevada. Um bhikkhu, intencionando matar, disse para um outro bhikkhu, “Monte a plataforma aqui.” O segundo bhikkhu, enquanto montava a plataforma ali, caiu e morreu. … ele caiu, mas não morreu. O primeiro bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, após terminar de fazer um telhado um bhikkhu se encontrava no alto de um alojamento. Um segundo bhikkhu lhe disse: “Venha cá.” Ao descer de onde estava, ele caiu e morreu. O segundo bhikkhu tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, após terminar de fazer um telhado um bhikkhu se encontrava no alto de um alojamento. Um segundo bhikkhu, intencionando matar, lhe disse: “Venha cá.” Ao descer de onde estava, ele caiu e morreu. … ele caiu, mas não morreu. O primeiro bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu atormentado pelo descontentamento escalou a Montanha Pico do Abutre, e pulou de um penhasco, e atingiu um cesteiro. O cesteiro morreu e o bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão. Mas bhikkhus, um bhikkhu não deve pular do alto. Se ele o faz, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, os bhikkhus do bando dos seis escalou a Montanha Pico do Abutre e atirou uma pedra para se divertirem. A pedra atingiu um vaqueiro e este morreu. Eles tornaram-se ansiosos … “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão. Mas bhikkhus, um bhikkhu não deve jogar pedras para se divertir. Se ele o faz, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus o fizeram suar aquecendo-o. Ele morreu. Eles tornaram-se ansioso. … “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus, intencionando matá-lo, o fizeram suar aquecendo-o. Ele morreu. … Ele não morreu. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava com dor de cabeça. Os bhikkhus lhe deram tratamento médico através do nariz. Ele morreu. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos. … “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava com dor de cabeça. Os bhikkhus, intencionando matá-lo, lhe deram tratamento médico através do nariz. Ele morreu. … Ele não morreu. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus o massagearam. Ele morreu. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos. … “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus, intencionando matá-lo, o massagearam. Ele morreu. … Ele não morreu. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus o banharam. Ele morreu. Os bhikkhus se tornaram ansiosos… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus, intencionando matá-lo, o banharam. Ele morreu. … Ele não morreu. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus lhe aplicaram unguento. Ele morreu. Os bhikkhus se tornaram ansiosos… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus, intencionando matá-lo, lhe aplicaram unguento. Ele morreu. … Ele não morreu. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus o colocaram de pé. Ele morreu. Os bhikkhus se tornaram ansiosos… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus, intencionando matá-lo, o colocaram de pé. Ele morreu. … Ele não morreu. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus o puseram deitado. Ele morreu. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus, intencionando matá-lo, o puseram deitado. Ele morreu. … Ele não morreu. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus lhe deram comida. Ele morreu. Os bhikkhus se tornaram ansiosos… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus, intencionando matá-lo, lhe deram comida. Ele morreu. … Ele não morreu. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus lhe deram uma bebida. Ele morreu. Os bhikkhus se tornaram ansiosos… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, um bhikkhu se encontrava doente. Os bhikkhus, intencionando matá-lo, lhe deram uma bebida. Ele morreu. … Ele não morreu. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, uma mulher cujo marido estava morando longe de casa tornou-se grávida de um amante. Ela disse para um bhikkhu que era apoiado por sua família: “Venerável, por favor me encontre um método de aborto”, “Pois bem”, disse ele, e ele deu a ela um método de aborto. A criança morreu. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Você cometeu um ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um homem tinha duas esposas, uma estéril e uma fértil. A esposa estéril disse a um bhikkhu que era apoiado por sua família: “Venerável, se ela parir uma criança, ela se tornará a dona da casa. Venerável, por favor, encontre um método de aborto”, “Pois bem”, disse ele, e ele deu a ela um método de aborto. A criança morreu, mas a mãe não morreu. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Você cometeu um ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um homem tinha duas esposas, uma estéril e uma fértil. A esposa estéril disse a um bhikkhu que era apoiado por sua família: “Venerável, se ela parir uma criança, ela se tornará a dona da casa. Venerável, por favor, encontre um método de aborto”, “Pois bem”, disse ele, e ele deu a ela um método de aborto. A mãe morreu, mas a criança não morreu. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.” (Note que é devido ao fato que a intenção era matar a criança e não a mãe que não houve uma ofensa parajika, que implica a expulsão).

Certa vez, um homem tinha duas esposas, uma estéril e uma fértil. A esposa estéril disse a um bhikkhu que era apoiado por sua família: “Venerável, se ela parir uma criança, ela se tornará a dona da casa. Venerável, por favor, encontre um método de aborto”, “Pois bem”, disse ele, e ele deu a ela um método de aborto. A mãe e a criança morreram. … Nenhum deles morreu. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, uma mulher que estava grávida disse a um bhikkhu que era apoiado por sua família: “Venerável, por favor encontre um método de aborto”, “Pois bem, esmague-o então”, ele disse. Ela esmagou e causou um aborto. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Você cometeu um ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, uma mulher que estava grávida disse a um bhikkhu que era apoiado por sua família: “Venerável, por favor encontre um método de aborto”, “Pois bem, aqueça-se então”, ele disse. Tendo se aquecido ela causou um aborto. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Você cometeu um ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, uma mulher estéril disse a um bhikkhu que era apoiado por sua família: “Venerável, por favor encontre um remédio que me ajude a engravidar”, “Pois bem”, disse ele, e em seguida deu a ela um remédio. Ela morreu. Ele tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas há uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, uma mulher estéril disse a um bhikkhu que era apoiado por sua família: “Venerável, por favor encontre um remédio que me ajude a não engravidar”, “Pois bem”, disse ele, e em seguida deu a ela um remédio. … “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas há uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, bhikkhus do bando dos seis faziam um bhikkhu do bando dos dezessete rir fazendo-lhe cócegas com os dedos. O bhikkhu, rindo e incapaz de respirar, morreu. Os bhikkhus se tornaram ansiosos… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, bhikkhus do bando dos dezessete oprimiram um bhikkhu do bando dos seis, tendo em mente: “Realizaremos um procedimento formal contra ele.” Ele morreu. Os bhikkhus se tornaram ansiosos… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu que era um exorcista matou um yakkha. Ele tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu enviou um outro bhikkhu a uma casa habitada por yakkhas predadores. Os yakkhas o mataram. O primeiro bhikkhu tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, um bhikkhu, intencionando matar, enviou um outro bhikkhu a uma casa habitada por yakkhas predadores. Os yakkhas o mataram. … Os yakkhas não o mataram. O primeiro bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu enviou um outro bhikkhu para um deserto habitado por animais predadores. Os animais predadores o mataram. O primeiro bhikkhu tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, um bhikkhu enviou um outro bhikkhu para um deserto habitado por animais predadores, intencionando matá-lo. As animais predadores o mataram. … Os animais predadores não o mataram. O primeiro bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu enviou um outro bhikkhu para uma área afastada habitada por criminosos. Os criminosos o mataram. O primeiro tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, intencionando matar, um bhikkhu enviou um outro bhikkhu para uma área afastada habitada por criminosos. Os criminosos o mataram. … Os criminosos não o mataram. O primeiro bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu matou um indivíduo em particular, percebendo este como sendo ele mesmo… matou outro indivíduo, percebendo este como se fosse outro indivíduo … matou outro indivíduo, percebendo-o como sendo outro indivíduo… matou outro indivíduo, percebendo-o como outro indivíduo. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Você cometeu um ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu estava possuído por um yakkha. Um segundo bhikkhu lhe deu um golpe. Ele morreu. O segundo bhikkhu tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, um bhikkhu estava possuído por um yakkha. Um segundo bhikkhu, intencionando matá-lo, lhe deu um golpe. Ele morreu. … Ele não morreu. O segundo bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu deu um ensinamento sobre o paraíso para um homem de bom comportamento. Ele tornou-se interessado no paraíso e morreu. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, com a intenção de matar, um bhikkhu deu um ensinamento sobre o paraíso para um homem de bom comportamento. Ele tornou-se interessado no paraíso e morreu. … Ele tornou-se interessado no paraíso, mas não morreu. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu deu um ensinamento sobre o inferno para um homem destinado ao inferno. Ele ficou apavorado e morreu. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, intencionando matar, um bhikkhu deu um ensinamento sobre o inferno para um homem destinado ao inferno. Ele ficou apavorado e morreu. … Ele ficou apavorado, mas não morreu. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, os bhikkhus de Āḷavī, enquanto faziam obras, derrubavam uma árvore. Um bhikkhu disse para um outro bhikkhu: “Derrube esta árvore estando aqui.” Enquanto ele se encontrava naquele lugar, a árvore caiu em cima dele e ele morreu. O primeiro bhikkhu tornou-se ansioso… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, os bhikkhus de Āḷavī, enquanto faziam obras, derrubavam uma árvore. Um bhikkhu disse, com a intenção de matar, para um outro bhikkhu: “Derrube esta árvore estando aqui.” Enquanto ele se encontrava naquele lugar, a árvore caiu em cima dele e ele morreu. … mas ele não morreu. O primeiro bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, os bhikkhus do bando dos seis incendiaram um bosque. Algumas pessoas foram queimadas e morreram. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos… “Não há ofensa quando não há intenção de matar.”

Certa vez, bhikkhus do bando dos seis, intencionando matar, atearam fogo em um bosque. Algumas pessoas foram queimadas e morreram. … Algumas pessoas foram queimadas, mas não morreram. Os bhikkhus tornaram-se ansiosos… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas sim uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave.”

Certa vez, um bhikkhu foi até um local de execução e disse ao carrasco: “Não o torture. Mate-o com um só golpe”, “Pois bem, venerável”, ele disse e em seguida matou o indivíduo com um único golpe. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Você cometeu um ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um bhikkhu foi até um local de execução e disse ao carrasco: “Não o torture. Mate-o com um só golpe”, “Não farei isto”, disse o carrasco e em seguida realizou a execução com tortura. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Não houve ofensa parajika, que implica a expulsão, mas há uma ofensa dukkata, de transgressão.”

Certa vez, um homem cujas mãos e pés tinham sido cortados se encontrava na casa de seus parentes, rodeada por seus familiares. Um bhikkhu disse para as pessoas presentes: “Vocês querem matá-lo?”

“Sim, venerável.”

“Então você deve fazê-lo beber iogurte.”

Eles o obrigaram a beber iogurte e ele morreu. O bhikkhu tornou-se ansioso… “Você cometeu um ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Certa vez, um homem cujas mãos e pés tinham sido cortados se encontrava na casa de seus parentes, rodeada por seus familiares. Uma bhikkhuni disse para as pessoas presentes: “Vocês querem matá-lo?”

“Sim, venerável.”

“Então você deve fazê-lo beber vinagre.”

Eles o obrigaram a beber vinagre e ele morreu. A bhikkhuni tornou-se ansiosa. … Em seguida, ela informou as bhikkhunis, que por sua vez, informaram aos bhikkhus, e estes ao Abençoado. Ele disse: “Bhikkhus, aquela bhikkhuni cometeu um ofensa parajika, que implica a expulsão.”

Aqui termina a seção sobre a terceira das regras pārājika, que implicam a expulsão.