COLEÇÃO DAS REGRAS MONÁSTICAS DO BUDISMO THERAVĀDA

O Código de Disciplina Monástica dos Bhikkhus

Regras Saṅghādisesā 13: mau comportamento e corrupção de família

História de origem

Certa ocasião, o Abençoado estava em Savatthi, no Bosque de Jeta, no Parque de Anathapindika. Agora, naquela ocasião, os bhikkhus liderados por Assaji e Punabbasuka residiam em Kitagiri. Tais bhikkhus não tinham vergonha e eram imorais, e eles se engajavam em diversos tipos de comportamento impróprio:

Eles plantavam e regavam árvores floríferas para em seguida arrancar suas flores e com estas fazer buquês. Com tais flores eles faziam também guirlandas penduradas por uma ponta ou duas. Eles faziam também arranjos de flores, coroas de flores, enfeites para a cabeça, brincos e colares. E eles instruíam outros a fazer o mesmo para eles. Eles então levavam ou mandavam estas coisas, para as mulheres, as filhas, as jovens, as noras e as escravas de boas famílias.

Eles comiam do mesmo prato e bebiam dos mesmos recipientes que estas mulheres comiam e bebiam. Eles se sentavam nos mesmos assentos que estas. Eles se deitavam nas mesmas camas e tapetes que estas, usando dos mesmos cobertores e mantas que estas. Eles comiam na hora errada, bebiam vinho, ácool e outros embriagantes, e faziam uso de ornamentos, perfumes, e embelezavam o corpo com cosméticos. Eles dançavam, cantavam, ouviam música e viam espetáculos de entretenimento. E onde as mulheres se encontravam dançando, cantando, ouvindo música, vendo espetáculos de entretenimento, lá eles também se encontravam.

Eles eram habituados a jogos insensatos e ociosos como: xadrez de oito filas, xadrez de dez filas, xadrez no ar, amarelinha, jogo de varetas, dados, jogos com paus, desenhos com a mão, jogos com bola, soprar flautas de brinquedo, brincar com arados de brinquedo, piruetas, brincar com moinhos de vento de brinquedo, brincadeiras envolvendo medidas, carruagens de brinquedo, arcos de brinquedo, a adivinhação de letras desenhadas no ar, de pensamentos, ou imitação deformidades.

Eles treinavam na montaria de elefantes e cavalos, na condução de carruagens, no tiro com arco e flecha, no uso de espadas. E eles corriam para lá e para cá junto com elefantes, cavalos, carruagens. Eles assobiavam, batiam palmas, lutavam e boxeavam. Eles estendiam um manto externo por sobre um palco e diziam para as jovens dançarinas: “Dançem aqui, irmãs”, fazendo gestos de aprovação em seguida. E eles se engajavam em muitas outras diversas formas de comportamento impróprio.

Naquela época chegou em Kīṭāgiri um certo bhikkhu que havia passado o retiro das chuvas em Kāsī e viajava para ver o Abençoado em Sāvatthī. Pela manhã, após se vestir, e tomando a sua tigela e manto externo, este bhikkhu foi até Kīṭāgiri para recolher oferendas de alimentos. A maneira que tal bhikkhu ia e voltava era impecável, assim como a forma que ele dirigia e desviava seu olhar e dobrava e estendia os seus membros - sua conduta era perfeita. Quando as pessoas o viram, eles disseram: “Quem é este, que age como um tolo, como um tapado, está sempre carrancudo? Quem dará alimentos para ele quando ele se aproximar? As oferendas de alimentos devem é ser feitas para os veneráveis Assaji e Punabbasuka, pois eles são gentis, simpáticos, de boa conversa, cumprimentando com um sorriso acolhedor, eles são amigáveis, abertos, os primeiros a falar.”

Um certo discípulo leigo viu aquele bhikkhu fazendo sua ronda de esmola de alimentos em Kīṭāgiri, se aproximou dele, o homenageou e disse: “Venerável, o senhor já recebeu algum alimento?”

“Não, eu não recebi.”

“Venha, vamos até a minha casa.”

Ele então encaminhou aquele bhikkhu até a sua casa, lhe ofereceu uma refeição, e em seguida perguntou: “Para onde o senhor está indo, venerável?”

“Eu vou Sāvatthī visitar o Abençoado.”

“Bem, então, Venerável, por favor vá e curve-se em meu nome aos pés do Abençoado e diga: ‘Venerável senhor, o mosteiro em Kīṭāgiri está corrompido. Lá se encontram hospedados os bhikkhus Assaji e Punabbasuka, eles são sem vergonha e imorais. Eles se engajam em diversos tipos de comportamento impróprio: Eles plantaam e regam árvores floríferas para em seguida arrancar suas flores e com estas fazer buquês… E eles se engajam em muitas diversas formas de comportamento impróprio. Aqueles que anteriormente tinham fé e confiança já não mais as tem, e já não há mais qualquer apoio para a sangha dos bhikkhus. Os bons bhikkhus partiram e apenas os maus bhikkhus ficaram. Venerável senhor, por favor envie bhikkhus para residir no mosteiro de Kīṭāgiri.’”

O bhikkhu consentiu e seguiu para Sāvatthī. Ele caminhou em etapas até Sāvatthī e, uma vez tendo lá chegado, foi até onde o Abençoado se encontrava, no Bosque de Jeta, no Parque de Anathapindika. Ele homenageou ao Abençoado e sentou-se a um lado. É o costume dos Budas saudar bhikkhus visitantes, e assim o Abençoado disse para aquele bhikkhu: “Espero que você esteja bem, bhikkhu, espero que você esteja confortável; espero que a viagem não tenha lhe cansado. De onde você vem?” “Sim, Abençoado, eu estou bem e confortável; a viagem não me cansou." E então ele relatou ao Abençoado tudo o que ocorria em Kīṭāgiri, e terminou dizendo: “Abençoado, é de lá que venho.”

Em seguida, o mestre convocou a sangha dos bhikkhus e lhes perguntou: “É verdade, bhikkhus, que os bhikkhus Assaji e Punabbasuka, sem vergonha e imorais, residem em Kīṭāgiri e lá se engajam em muitas diversas formas de comportamento impróprio? É verdade também que aqueles que anteriormente tinham fé e confiança já não mais as tem, já não há mais qualquer apoio para a sangha dos bhikkhus, e apenas os maus bhikkhus ficaram, tendo os bons bhikkhus partido?”

“É verdade, Abençoado.”

O Abençoado então os criticou… “Bhikkhus, como podem tais homens tolos se engajar em tais diversas formas de comportamento impróprio? O que se passou não fará surgir fé naqueles ainda sem fé…” O Abençoado então deu um ensinamento após o qual ele se dirigiu aos Veneráveis Sāriputta e Moggallāna: “Sāriputta e Moggallāna, vocês devem ir até Kīṭāgiri e lá realizar um procedimento formal para banir os bhikkhus Assaji e Punabbasuka de Kīṭāgiri. Eles foram seus alunos assistentes.”

“Venerável senhor, como poderemos realizar um procedimento formal para banir esses bhikkhus de Kīṭāgiri? Esses bhikkhus são temperamentais e rudes.”

“Pois bem, Sāriputta, levem muitos outros bhikkhus convosco.”

“Sim, venerável senhor.”

“E, bhikkhus, isto é o que deverá ser feito: “Primeiro vocês deverão confrontar os bhikkhus Assaji e Punabbasuka. Eles devem em seguida admitir o que fizeram, após o qual eles deverão ser acusados de cometer uma ofensa. Em seguida, um bhikkhu experiente e competente deve informar a Sangha:

“‘Veneráveis, possa a Sangha me escutar. Estes bhikkhus Assaji e Punabbasuka se engajam em muitas diversas formas de comportamento impróprio e corrompem famílias. Viu-se e ouviu-se falar sobre seu mau comportamento, e sobre as famílias por eles corrompidas. Se conveniente para a Sangha, esta deve realizar um procedimento formal para bani-los de Kīṭāgiri. Esta é a moção.

“‘Veneráveis, possa a Sangha me escutar. Estes bhikkhus Assaji e Punabbasuka se engajam em muitas diversas formas de comportamento impróprio e corrompem famílias. A Sangha realiza um procedimento formal para bani-los, declarando que os bhikkhus Assaji e Punabbasuka não podem permanecer em Kīṭāgiri. Aqueles que aprovarem advertê-lo a não prosseguir devem permanecer em silêncio. Aqueles que não aprovarem devem dizê-lo.

“‘Uma segunda vez… Uma terceira vez eu lhes falo sobre este assunto: Veneráveis, possa a Sangha me escutar. Estes bhikkhus Assaji e Punabbasuka se engajam em muitas diversas formas de comportamento impróprio e corrompem famílias. A Sangha realiza um procedimento formal para bani-los, declarando que os bhikkhus Assaji e Punabbasuka não podem permanecer em Kīṭāgiri. Aqueles que aprovarem advertê-lo a não prosseguir devem permanecer em silêncio. Aqueles que não aprovarem devem dizê-lo.

“‘A Sangha realizou o procedimento formal para bani-los, declarando que Assaji e Punabbasuka não podem permanecer em Kīṭāgiri. A Sangha aprova e portanto não se pronuncia. Assim me lembrarei.’”

Então, um grupo de bhikkhus, chefiados por Sāriputta e Moggallāna foi para Kiṭāgiri e lá realizaram este procedimento formal banindo tais bhikkhus de Kīṭāgiri. Depois da Sangha ter realizado o procedimento formal para bani-los, aqueles maus bhikkhus não agiram de forma correta ou apropriada o suficiente para merecem ser absolvidos, e sequer pediram que a Sangha os perdoasse de suas ofensas. Em vez disso, buscando difama-los, eles abusaram e vilipendiaram aqueles que os corrigiam, acusando-os de agir por desejo, raiva, confusão e medo. Então, aqueles maus bhikkhus deixaram os mantos e foram embora. Os bhikkhus de poucos desejos…se queixaram e criticaram: “Como puderam estes bhikkhus terem agido desta forma após a Sangha ter realizado o procedimento para bani-los?”

Eles então informaram o Abençoado… e ele os questionou: “É verdade, bhikkhus, que após a Sangha ter realizado o procedimento formal para bani-los, os bhikkhus Assaji e Punabbasuka não agiram de forma correta ou apropriada…deixaram os mantos e foram embora?”

“É verdade, Abençoado.”

O Buda então os criticou… “E então, bhikkhus, esta regra de treinamento deve ser assim recitada:

Regra Final

"Se um bhikkhu que vive na dependência de um vilarejo ou cidade é um corruptor de famílias e de má conduta, de modo que se vê e ouve falar sobre seu mal comportamento e sobre as famílias por ele corrompidas, então os bhikkhus devem admoestá-lo desta forma: ‘Venerável, você se engaja em muitas diversas formas de comportamento impróprio e corrompe famílias. Viu-se e ouviu-se falar sobre seu mau comportamento e sobre as famílias por você corrompidas. Deixe este mosteiro; você ficou aqui por tempo suficiente.’ Se ele responde: ‘Você age por desejo, raiva, confusão e medo; por uma ofensa como esta, você bane alguns, mas não outros,’ os bhikkhus devem admoestá-lo desta forma: ‘Venerável, não diga isso. Nós bhikkhus não estamos agindo por desejo, raiva, confusão ou medo. Venerável, você se engaja em muitas diversas formas de comportamento impróprio e corrompe famílias. Viu-se e ouviu-se falar sobre seu mau comportamento e sobre as famílias por você corrompidas. Deixe este mosteiro; você ficou aqui por tempo suficiente.’ Se após isto tal bhikkhu continua como antes, os bhikkhus devem repreendê-lo formalmente três vezes. Se ele abandona a atitude que torna difícil a admoestação, isso é bom. Se ele persiste com esta, ele comete uma ofensa sanghadisesa.”

Definições

Um bhikkhu[…]uma vila ou cidade: um vilarejo, uma localidade ou uma cidade.

Vive na dependência: em tais locais os requisitos—mantos, comida, moradia e medicamentos—podem ser obtidos.

Uma família: famílias podem ser de quatro tipos: de nobres, de brâmanes, de comerciantes ou de trabalhadores.

Corrompe famílias: O bhikkhu corrompe famílias por meio de flores, frutas, pó de banho, argila, palitos de madeira, bambu, oferecendo tratamento médico, ou agindo como mensageiro ou informante.

Comportamento impróprio: ele planta ou arranja que se plante um jardim de flores; ele as rega ou arranja quem o faça; ele as colhe ou arranja quem as colha; ele faz ou arranja quem faça com estas guirlandas ou arranjos.

Viu-se e ouviu-se falar: aqueles presentes testemunham; aqueles ausentes ouvem falar sobre.

As famílias por ele corrompidas: são as famílias que por causa dele perderam sua fé e devoção.

É visto e se ouve falar: aqueles presentes testemunharam; aqueles ausentes ouviram falar sobre.

Ele: o bhikkhu que é corruptor de famílias e de mau comportamento.

Os bhikkhus:

Se os bhikkhus virem ou ouvirem falar sobre a questão eles devem dizer, “Venerável, você se engaja em muitas diversas formas de comportamento impróprio e corrompe famílias. Viu-se e ouviu-se falar sobre seu mau comportamento e sobre as famílias por você corrompidas. Deixe este mosteiro; você ficou aqui por tempo suficiente.”

Se ele responde: ‘Você age por desejo, raiva, confusão e medo; por uma ofensa como esta, você bane alguns, mas não outros.’

Ele: o bhikkhu que alvo de um procedimento formal.

Os bhikkhus:

Se os bhikkhus virem ou ouvirem falar sobre a questão eles devem dizer, “Venerável, você se engaja em muitas diversas formas de comportamento impróprio e corrompe famílias. Viu-se e ouviu-se falar sobre seu mau comportamento e sobre as famílias por você corrompidas. Deixe este mosteiro; você ficou aqui por tempo suficiente.” E eles devem dizer isto uma segunda e uma terceira vez. Se o bhikkhu abandona a atitude que torna difícil a admoestação, isso é bom. Se ele não o faz, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Aqueles bhikkhus que ouvirem falar sobre a questão e nada disserem cometem também uma ofensa dukkata.

Tal bhikkhu, mesmo que tenha de ser arrastado para o meio da Sangha, deve ser assim abordado: 'Venerável, não diga isso. Nós bhikkhus não estamos agindo por desejo, raiva, confusão ou medo. Venerável, você se engaja em muitas diversas formas de comportamento impróprio e corrompe famílias. Viu-se e ouviu-se falar sobre seu mau comportamento e sobre as famílias por você corrompidas. Deixe este mosteiro; você ficou aqui por tempo suficiente.’ E devem dizer isto uma segunda e uma terceira vez. Se o bhikkhu abandona a atitude que torna difícil a admoestação, isso é bom. Se ele não o faz, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Deve ser assim ser admoestado:

“E, bhikkhus, ele deve ser admoestado de acordo com o seguinte processo: “Um bhikkhu experiente e competente deve informar a Sangha:

‘Veneráveis, possa a Sangha me escutar. Tal e tal bhikkhu, alvo de um procedimento formal, abusa e vilipendia aqueles que o corrigem, acusando-os de agir por desejo, raiva, confusão e medo. Ele não abandona tal atitude. Se conveniente para a Sangha, esta deve advertê-lo a não prosseguir. Esta é a moção.

‘Veneráveis, possa a Sangha me escutar. Tal e tal bhikkhu, alvo de um procedimento formal, abusa e vilipendia aqueles que o corrigem, acusando-os de agir por desejo, raiva, confusão e medo. Ele não abandona tal atitude. Aqueles que aprovarem advertê-lo a não prosseguir devem permanecer em silêncio. Aqueles que não aprovarem devem dizê-lo.

“‘Uma segunda vez… Uma terceira vez eu lhes falo sobre este assunto: Veneráveis, possa a Sangha me escutar. Tal e tal bhikkhu, alvo de um procedimento formal, abusa e vilipendia aqueles que o corrigem, acusando-os de agir por desejo, raiva, confusão e medo. Ele não abandona tal atitude. A Sangha adverte-o a não prosseguir com tal atitude. Aqueles que aprovarem advertê-lo a não prosseguir devem permanecer em silêncio. Aqueles que não aprovarem devem dizê-lo.

“‘Tal e tal bhikkhu é admoestado pela Sangha a não prosseguir abusando e vilipendiando aqueles que o corrigem—acusando-os de agir por desejo, raiva, confusão e medo. A Sangha aprova e portanto não se pronuncia. Assim me lembrarei.’”

Se o bhikku não abandona tal posição após a moção, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão. Após cada uma das duas proclamações, ele comete uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. Terminada a última proclamação, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão. Tendo cometido a ofensa sanghadisesa, ambas as ofensas dukkata e thullaccaya são anuladas.

Uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão: apenas a sangha dos bhikkhus—e não um grupo de bhikkhus ou um bhikkhu apenas—pode declarar a penitência devida, suspender e estabelecer a reinclusão na sangha. Portanto é dito que se comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão, este é o nome e definição desta classe de ofensas. Desta forma, igualmente, isto é o que se entende por cometer uma “ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.”

Permutações

Se o procedimento for legítimo, ele o percebe como sendo legítimo, mas ele não abandona aquela atitude, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.

Se o procedimento for legítimo, ele não tem certeza sobre sua legitimidade, e ele não abandona aquela atitude, ele cometem uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.

Se o procedimento for legítimo, ele o percebe como sendo ilegítimo, e ele não abandona aquela atitude, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.

Se o procedimento for ilegítimo, mas ele o percebe como legítimo, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Se o procedimento for ilegítimo, ele não tem certeza sobre sua legitimidade, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão.

Se o procedimento for ilegítimo, ele o percebe como sendo ilegítimo, ele comete uma ofensa dukkata, de transgressão

Quando não é uma ofensa

Não há ofensa quando: ele não é advertido; se ele abandona aquela atitude; o indivíduo se encontra louco; ele é o primeiro a cometer a ofensa.

A décima terceira regra de treinamento sanghadisesa—sobre mau comportamento e corrupção de famílias—se encerra aqui.

“Veneráveis, as treze regras sanghadisesa—sérias e que envolvem a suspensão—foram recitadas, nove sendo ofensas imediatas, quatro sendo ofensas após a terceira admoestação. Um bhikkhu que comete qualquer uma destas ofensas, é suspenso pelo mesmo número de dias que ele deliberadamente ocultou a ofensa em questão. Quando isso for concluído, ele deve praticar em deferência por mais seis dias. Quando isso for concluído, a sua reinclusão na sangha pode ser estabelecida por uma Sangha de pelo menos vinte bhikkhus. Se o bhikkhu é reabilitado por uma Sangha de menos de vinte bhikkhus, a reabilitação é inválida e os bhikkhus em questão cometem um equívolco. Assim se define o procedimento correto.

Em relação a isto, eu lhes pergunto: ‘Vocês são puros destas ofensas?’ Uma segunda vez, eu lhes pergunto: ‘Vocês são puros destas ofensas?’ Uma terceira vez, eu lhes pergunto: ‘Vocês são puros destas ofensas?’ Vocês se encontram puros destas ofensas e, portanto, ficaram em silêncio. Assim lembrarei disto.”

Aqui termina a seção sobre as regras sanghadisesa, sérias e que envolvem a suspensão.

Este é o Resumo:

Emissão de sêmen, contato físico,
Fala lasciva, alusão ao ato sexual como oferenda;
Arranjo de casamentos, construção indevida de cabanas,
construção indevida de moradas, acusação por raiva e infundada.

Acusação como um pretexto e conducente a um cisma,
Tomar partido, apoiando um cisma;
Ser difícil de se admoestar, mau comportamento e corrupção de famílias
Estas são as treze ofensas sanghadisesa, sérias e que envolvem a suspensão.

Aqui termina a o capítulo sobre as regras sanghadisesa, sérias e que envolvem a suspensão.