COLEÇÃO DAS REGRAS MONÁSTICAS DO BUDISMO THERAVĀDA

O Código de Disciplina Monástica dos Bhikkhus

Regras Saṅghādisesā 9: Raiva (2ª regra)

História de origem

Certa ocasião, o Abençoado estava em Rājagaha, no Bambual, no Santuário dos Esquilos. Naquela ocasião, os bhikkhus de Mettiyā e Bhūmajaka—enquanto desciam da montanha do Pico do Abutre—viram um bode e uma cabra copulando. Eles disseram entre si: “Vamos chamar de ‘Dabba’ o bode e de ‘Mettiyā, a bhikkhuni’ a cabra. Desta foma, poderemos dizer: ‘Anteriormente nós falamos do que ouvimos falar sobre Dabba, mas agora nós vimos nós mesmos ele copulando com Mettiyā, a bhikkhuni.’” Eles então assim chamaram aqueles animais e em seguida informaram aos bhikkhus: “Anteriormente nós falamos sobre o que havíamos ouvido falar, mas agora nós vimos nós mesmos Dabba copulando com Mettiyā, a bhikkhuni.”

Os bhikkhus responderam: “Não diga tal coisa. Venerável Dabba não faria tal coisa.”

Os bhikkhus informaram o Abençoado do ocorrido. O Abençoado então convocou a Sangha dos bhikkhus e perguntou ao Venerável Dabba: “Dabba, você lembra de ter feito como dizem estes bhikkus?”

“Venerável senhor, o Abençoado me conhece.”

Uma segunda e uma terceira vez, o Abençoado fez a mesma pergunta, obtendo a mesma resposta. Ele então disse:

“Dabba, os Dabbas não dão respostas evasivas como estas. Se você o fez ou não, diga.”

“Venerável senhor, desde que nasci não me lembro de ter tido realizado atos sexuais, nem mesmo em sonho, e muito menos enquanto acordado.”

Em seguida, o Abençoado se dirigiu aos bhikkhus: “Pois bem, bhikkhus, chamem esses bhikkhus e os questionem.” O Abençoado então levantou-se do seu assento e entrou em sua morada.

Os bhikkhus então questionaram os bhikkhus Mettiyā e Bhūmajaka, que por sua vez lhes contaram o que tinha acontecido. Os bhikkhus então disseram: “Vocês acusaram Venerável Dabba de uma ofensa parajika, usando uma questão não relacionada como pretexto, distorcendo evidências?”

“Sim”.

Os bhikkhus de poucos desejos … se queixaram e criticaram: “Como puderam os bhikkhus Mettiya e Bhūmajaka acusar de forma infundada o Venerável Dabba de ter cometido uma ofensa parajika, que envolve a expulsão?”

Eles repreenderam aqueles dois bhikkhus de muitas maneiras e em seguida, informaram o Abençoado do ocorrido, que em seguida lhes questionou: “É verdade, bhikkhus, que vocês acusaram Venerável Dabba de uma ofensa parajika, usando uma questão não relacionada como pretexto, distorcendo evidências?”

“É verdade, mestre.”

O Abençoado então os repreendeu: “Homens tolos, como puderam vocês ter acusado o Venerável Dabba de forma infundada de ter cometido uma ofensa parajika, usando uma questão não relacionada como pretexto, distorcendo evidências? Isto não fará surgir fé naqueles ainda sem fé … “E então, bhikkhus, esta regra de treinamento deve ser assim recitada:

Regra final

“Se um bhikkhu, enraivecido e descontente, acusa um outro bhikkhu de ter cometido uma ofensa parajika, que envolve a expulsão, usando uma questão não relacionada como pretexto—distorcendo evidências—e com o objetivo de fazê-lo deixar a vida monástica, e em seguida depois de algum tempo—tendo sido ele questionado ou não—se torna claro que a acusação é infundada, e ele admite ter sido motivado pela raiva, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.”

Definições

Um: refere-se a qualquer indivíduo, de tal tipo, de tal ocupação, de tal status social, de tal nome, de tal família, de tal conduta, de tal comportamento, de tal associação, seja de muita ou pouca idade, ou não pertencendo a nenhum grupo específico. … Bhikkhu: neste caso, um bhikkhu é alguém que tenha recebido a ordenação completa na Sangha de bhikkhus através de um procedimento formal, consistindo de três moções e três proclamações, que é irrefutável e completo.

Um outro bhikkhu: Um terceiro bhikkhu, diferente daquele que acusa.

Enraivecido: irritado, desgostoso, insatisfeito, hostil.

Descontente: tomado pela raiva e irritação ele se encontra descontante, desgostoso, chateado.

Uma questão não relacionada:

Uma questão pode ser não relacionada com uma ofensa ou com uma acusação.

O que constitui uma questão não relacionada? Uma questão envolvendo uma disputa não tem relação com uma questão envolvendo uma denúncia, ou com uma questão envolvendo uma ofensa e tampouco com uma questão envolvendo um protocolo. Uma questão envolvendo uma acusação não tem relação com uma questão envolvendo uma disputa, ou com uma questão envolvendo uma ofensa e tampouco com uma questão envolvendo um protocolo. Uma questão envolvendo uma ofensa não tem relação com uma questão envolvendo uma disputa, ou com uma questão envolvendo uma acusação e tampouco com uma questão envolvendo um protocolo. Uma questão envolvendo um protocolo não tem relação com uma questão envolvendo uma disputa, ou com uma questão envolvendo uma acusação e tampouco com uma questão envolvendo uma ofensa. É desta forma que uma questão não é relacionada.

O que constitui uma questão relacionada? Uma questão envolvendo uma disputa tem relação com uma questão envolvendo uma disputa. Uma questão envolvendo uma denúncia tem relação com uma questão envolvendo uma denúncia. Uma questão envolvendo uma ofensa pode ou não ter relação com uma questão envolvendo uma ofensa.

E como uma questão envolvendo uma ofensa não tem relação com outra questão envolvendo uma ofensa? Uma ofensa parajika envolvendo a realização de atos sexuais não tem relação com uma ofensa parajika envolvendo tomar aquilo que não foi oferecido, ou com uma ofensa parajika envolvendo matar um ser humano e tampouco com uma ofensa parajika envolvendo a alegação de estados supra-humanos. Uma ofensa parajika envolvendo tomar aquilo que não foi oferecido não tem relação com uma ofensa parajika envolvendo a realização de atos sexuais, ou com uma ofensa parajika envolvendo matar um ser humano e tampouco com uma ofensa parajika envolvendo a alegação de estados supra-humanos. Uma ofensa parajika envolvendo matar um ser humano não tem relação com uma ofensa parajika envolvendo a realização de atos sexuais, ou com uma ofensa parajika envolvendo tomar aquilo que não foi oferecido e tampouco com uma ofensa parajika envolvendo a alegação de estados supra-humanos. Uma ofensa parajika envolvendo a alegação de estados supra-humanos não tem relação com uma ofensa parajika envolvendo a realização de atos sexuais, ou com uma ofensa parajika envolvendo tomar aquilo que não foi oferecido e tampouco com uma ofensa parajika envolvendo matar um ser humano. É desta forma que uma questão envolvendo uma ofensa não tem relação com outra questão envolvendo uma ofensa.

E como uma questão envolvendo uma ofensa tem relação com outra questão envolvendo uma ofensa? Uma ofensa parajika envolvendo a realização de atos sexuais tem relação com uma ofensa parajika envolvendo a realização de atos sexuais. Uma ofensa parajika envolvendo tomar aquilo que não foi oferecido tem relação com uma ofensa parajika envolvendo tomar aquilo que não foi oferecido. Uma ofensa parajika envolvendo matar um ser humano tem relação com uma ofensa parajika envolvendo matar um ser humano. Uma ofensa parajika envolvendo a alegação de estados supra-humanos tem relação com uma ofensa parajika envolvendo a alegação de estados supra-humanos. É desta forma que uma questão envolvendo uma ofensa tem relação com outra questão envolvendo uma ofensa.

Uma questão envolvendo um protocolo é relacionada a uma questão envolvendo um protocolo. É desta forma que uma questão é relacionada.

Usando […] como pretexto:

Um pretexto: Pretextos podem ser de dez tipos—pretexto de casta, pretexto de nome, pretexto de família, pretexto de característica, pretexto de ofensa, pretexto da tigela, pretexto de manto, pretexto de preceptor, pretexto de professor, pretexto de alojamento.

O pretexto de casta: Um bhikkhu vê alguém da casta nobre cometer uma ofensa parajika. Se ele vai e acusa um outro nobre, dizendo, “Eu vi uma pessoa da casta nobre. Você cometeu uma ofensa parajika. Você não é mais um contemplativo, um filho do Sákya; você está excluído da observância do uposatha, da cerimônia de abertura do retiro das chuvas, e também dos procedimentos formais da Sangha.” Para cada afirmativa, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão. Um bhikkhu vê alguém da casta dos brâmanes … Um bhikkhu vê alguém da casta dos comerciantes … Um bhikkhu vê alguém da casta dos trabalhadores … Para cada afirmativa, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.

O pretexto de nome: Um bhikkhu vê alguém cujo nome é Buddharakkhita … Dhammarakkhita … Saṅgharakkhita cometer uma ofensa parajika. Se ele vai e acusa alguém também assim chamado, dizendo, “Eu vi Buddharakkhita. Você cometeu uma ofensa parajika. … Eu vi Dhammarakkhita … Eu vi Saṅgharakkhita … Para cada afirmativa, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.

O pretexto da família: Um bhikkhu vê alguém cujo nome de família é Gotama … Moggallāna … Vāsiṭṭha cometer uma ofensa parajika. Se ele vai e acusa alguém também assi chamado, dizendo, “Eu vi Gotama. Você cometeu uma ofensa parajika. … Eu vi Moggallāna … Eu vi Vāsiṭṭha … Para cada afirmativa, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.

O pretexto da característica: Um bhikkhu vê uma pessoa alta … baixa … de tez escura … de tez clara cometer uma ofensa parajika. Se ele vai e acusa alguém de similar característica, dizendo, “Eu vi uma pessoa alta. Você cometeu uma ofensa parajika. … Eu vi uma pessoa baixa … Eu vi uma pessoa de tez escura … Eu vi uma pessoa de tez clara … Para cada afirmativa, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.

O pretexto de ofensa: Um bhikkhu vê alguém a cometer uma ofensa leve. Se ele vai e acusa este de ter cometido uma ofensa parajika, dizendo, “Você não é mais um contemplativo, um filho do Sákya; você está excluído da observância do uposatha, da cerimônia de abertura do retiro das chuvas, e também dos procedimentos formais da Sangha.” Para cada afirmativa, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.

O pretexto da tigela: Um bhikkhu vê alguém carregando uma tigela de metal … uma tigela de cerâmica negra … uma tigela de cerâmica comum cometer uma ofensa parajika. Se ele vai e acusa alguém carregando uma tigela similar, dizendo, “Eu vi uma pessoa carregando uma tigela de metal. Você cometeu uma ofensa parajika. … Eu vi uma pessoa carregando uma tigela de cerâmica negra … Eu vi uma pessoa carregando uma tigela de cerâmica comum … Para cada afirmativa, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.

O pretexto de manto: Um bhikkhu vê alguém vestindo um manto feito com trapos … vestindo um manto oferecido cometer uma ofensa parajika. Se ele vai e acusa alguém vestindo um manto similar, dizendo, “Eu vi uma pessoa vestindo um manto feito com trapos. Você cometeu uma ofensa parajika. … Eu vi uma pessoa vestindo um manto oferecido … Para cada afirmativa, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.

O pretexto de preceptor: Um bhikkhu vê o discípulo de tal e tal preceptor cometer uma ofensa parajika. Se ele vai e acusa um outro discípulo do mesmo preceptor, dizendo, “Eu vi o discípulo de tal e tal preceptor. Você cometeu uma ofensa parajika. … Para cada afirmativa, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.

O pretexto do professor: Um bhikkhu vê o discípulo de tal e tal professor cometer uma ofensa parajika. Se ele vai e acusa um outro discípulo do mesmo professor, dizendo, “Eu vi o discípulo de tal e tal professor. Você cometeu uma ofensa parajika. … Para cada afirmativa, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.

O pretexto de alojamento: Um bhikkhu vê alguém que mora em tal e tal alojamento cometer uma ofensa parajika. Se ele vai e acusa um outro alguém que também more naquele alojamento, dizendo, “Eu vi o morador de tal e tal alojamento. Você cometeu uma ofensa parajika. … Para cada afirmativa, ele comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.

Ofensa parajika, que envolve a expulsão: uma das quatro parajika—realizar atos sexuais, tomar aquilo que não foi oferecido, matar um ser humano ou alegar estados supra-humanos.

Acusa: condena ou faz com que seja condenado.

Com o objetivo de fazê-lo deixar a vida monástica: visando fazê-lo deixar de ser um bhikkhu, deixar de ser um contemplativo, abandonar sua virtude, abandonar os benefícios da vida santa ou contemplativa.

E em seguida depois de algum tempo: um momento, um instante, um segundo após a acusação ter sido feita.

Tendo ele sido questionado: ele é questionado sobre os motivos de sua acusação.

Ou não: ele não é questionado por ninguém.

A acusação: existem quatro tipos de acusações: acusações devido a disputas, acusações devido a denúncias, acusações devido a ofensas, acusações devido a protocolos.

Usando uma questão não relacionada como pretexto: ele usa um dos pretexto listados acima.

Ele admite ter sido motivado pela raiva: ele admite que o que foi dito foi em vão, era falso, não era real; ou que o disse sem ter sem certeza.

Uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão: apenas a sangha dos bhikkhus—e não um grupo de bhikkhus ou um bhikkhu apenas—pode declarar a penitência devida, suspender e estabelecer a reinclusão na sangha. Portanto é dito que se comete uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão, este é o nome e definição desta classe de ofensas. Desta forma, igualmente, isto é o que se entende por cometer uma “ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão.”

Permutações

Fazendo a acusação ele mesmo

Um bhikkhu vê um outro bhikkhu cometer uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão. O primeiro bhikkhu entende como sendo uma ofensa sanghadisesa. Se ele então vai e acusa este de ter cometido uma ofensa parajika, dizendo: “Você não é mais um contemplativo, um filho do Sákya; você está excluído da observância do uposatha, da cerimônia de abertura do retiro das chuvas, e também dos procedimentos formais da Sangha”, usando desta forma uma ofensa não relacionada como pretexto, ele comete uma ofensa sanghadisesa para cada instrução.

Um bhikkhu vê um outro bhikkhu cometer uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão. O primeiro bhikkhu entende como sendo uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave … uma ofensa pacittiya, que requer confissão … uma ofensa patidesaniya, de mau comportamento … uma ofensa dukkata, de transgressão … uma ofensa dubbhasita, relacionada com a linguagem incorreta … Se ele então vai e acusa este de ter cometido uma ofensa parajika, dizendo: “Você não é mais um contemplativo, um filho do Sákya; você está excluído da observância do uposatha, da cerimônia de abertura do retiro das chuvas, e também dos procedimentos formais da Sangha”, usando desta forma uma ofensa não relacionada como pretexto, ele comete uma ofensa sanghadisesa para cada instrução.

Um bhikkhu vê um outro bhikkhu cometer uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave. O primeiro bhikkhu entende como sendo uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave … No entanto, o primeiro bhikkhu entende como sendo uma ofensa pacittiya, que requer confissão … uma ofensa patidesaniya, de mau comportamento … uma ofensa dukkata, de transgressão … uma ofensa dubbhasita, relacionada com a linguagem incorreta … uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão. Se ele então vai e acusa este de ter cometido uma ofensa parajika, dizendo: “Você não é mais um contemplativo, um filho do Sákya; você está excluído da observância do uposatha, da cerimônia de abertura do retiro das chuvas, e também dos procedimentos formais da Sangha”, usando desta forma uma ofensa não relacionada como pretexto, ele comete uma ofensa sanghadisesa para cada instrução.

Um bhikkhu vê um outro bhikkhu cometer uma ofensa pacittiya, que requer confissão … uma ofensa patidesaniya, de mau comportamento … uma ofensa dukkata, de transgressão … uma ofensa dubbhasita, relacionada com a linguagem incorreta. O primeiro bhikkhu entende como sendo uma ofensa dubbhasita, relacionada com a linguagem incorreta … No entanto, o primeiro bhikkhu entende como sendo uma ofensa sanghadisesa, séria e que envolve a suspensão … uma ofensa thullaccaya, uma ofensa grave … uma ofensa pacittiya, que requer confissão … uma ofensa patidesaniya, de mau comportamento … uma ofensa dukkata, de transgressão. Se ele então vai e acusa este de ter cometido uma ofensa parajika, dizendo: “Você não é mais um contemplativo, um filho do Sákya; você está excluído da observância do uposatha, da cerimônia de abertura do retiro das chuvas, e também dos procedimentos formais da Sangha”, usando desta forma uma ofensa não relacionada como pretexto, ele comete uma ofensa sanghadisesa para cada instrução.

A série de permutações é expandida tomando os itens um a um.

Arranjando um terceiro para fazer a acusação

Um bhikkhu vê um outro bhikkhu cometer uma ofensa sanghadisesa e o primeiro bhikkhu entende como sendo uma ofensa sanghadisesa. Se ele arranja um terceiro para acusar uma ofensa parajika: “Você não é mais um contemplativo, um filho do Sákya; você está excluído da observância do uposatha, da cerimônia de abertura do retiro das chuvas, e também dos procedimentos formais da Sangha”, usando desta forma uma ofensa não relacionada como pretexto, ele comete uma ofensa sanghadisesa para cada instrução.

Um bhikkhu vê um outro bhikkhu cometer uma ofensa sanghadisesa, mas o primeiro bhikkhu entende como sendo uma ofensa thullaccaya … uma ofensa pacittiya … uma ofensa patidesaniya … uma ofensa dukkata … uma ofensa dubbhasita. Se ele arranja um terceiro para acusar uma ofensa parajika: “Você não é mais um contemplativo, um filho do Sákya; você está excluído da observância do uposatha, da cerimônia de abertura do retiro das chuvas, e também dos procedimentos formais da Sangha”, usando desta forma uma ofensa não relacionada como pretexto, ele comete uma ofensa sanghadisesa para cada instrução.

Um bhikkhu vê um outro bhikkhu cometer uma ofensa thullaccaya, e o primeiro bhikkhu entende como sendo uma ofensa thullaccaya … mas o primeiro bhikkhu entende como sendo uma ofensa pacittiya … uma ofensa patidesaniya … uma ofensa dukkata … uma ofensa dubbhasita … uma ofensa sanghadisesa. Se ele arranja um terceiro para acusar uma ofensa parajika: “Você não é mais um contemplativo, um filho do Sákya; você está excluído da observância do uposatha, da cerimônia de abertura do retiro das chuvas, e também dos procedimentos formais da Sangha”, usando desta forma uma ofensa não relacionada como pretexto, ele comete uma ofensa sanghadisesa para cada instrução.

Um bhikkhu vê um outro bhikkhu cometer uma ofensa pacittiya … uma ofensa patidesaniya … uma ofensa dukkata … uma ofensa dubbhasita, e o primeiro bhikkhu entende como sendo uma ofensa dubbhasita … mas o primeiro bhikkhu entende como sendo uma ofensa sanghadisesa … uma ofensa thullaccaya … uma ofensa pacittiya … uma ofensa patidesaniya … uma ofensa dukkata. Se ele arranja um terceiro para acusar uma ofensa parajika: “Você não é mais um contemplativo, um filho do Sákya; você está excluído da observância do uposatha, da cerimônia de abertura do retiro das chuvas, e também dos procedimentos formais da Sangha”, usando desta forma uma ofensa não relacionada como pretexto, ele comete uma ofensa sanghadisesa para cada instrução.

Quando não é uma ofensa

Não há ofensa quando: se ele acusa ou arranja um terceiro para fazer uma acusação de acordo com sua própria percepção; o indivíduo se encontra louco; ele é o primeiro a cometer a ofensa.

A nona regra de treinamento sanghadisesa—sobre a acusação sob influência da raiva e tendo uma ofensa não relacionada como pretexto—se encerra aqui.