Saṃyutta Nikāya 18.2

Rupa Sutta

As Formas

Assim ouvi. Em certa ocasião o Abençoado estava em Savatthi no Bosque de Jeta, no Parque de Anathapindika. Então o Venerável Rahula se aproximou do Abençoado e depois de cumprimentá-lo, sentou a um lado e disse:

“Venerável senhor, seria bom se o Abençoado me ensinasse o Dhamma de forma breve, de modo que, tendo ouvido o Dhamma do Abençoado eu possa permanecer só, isolado, diligente, ardente e decidido.”

“Rahula, o que você pensa? As formas são permanentes ou impermanentes?”—“Impermanentes, venerável senhor.”—“Aquilo que é impermanente é sofrimento ou felicidade?”—“Sofrimento, venerável senhor.”—“Aquilo que é impermanente, sofrimento e sujeito à mudança é adequado que se considere assim: “Isso é meu, isso eu sou, isso é o meu eu?”—“Não, venerável senhor.”

“Os sons … aromas …. sabores … tangíveis … objetos mentais são permanentes ou impermanentes?”—“Impermanentes, venerável senhor.”—“Aquilo que é impermanente é sofrimento ou felicidade?”—“Sofrimento, venerável senhor.”—“Aquilo que é impermanente, sofrimento e sujeito à mudança é adequado que se considere assim: “Isso é meu, isso eu sou, isso é o meu eu?”—“Não, venerável senhor.”

“Vendo dessa forma, Rahula, um nobre discípulo bem instruído experimenta o desencantamento em relação às formas, desencantamento em relação aos sons, desencantamento em relação aos aromas, desencantamento em relação aos sabores, desencantamento em relação aos tangíveis, desencantamento em relação aos objetos mentais. Experimentando o desencantamento ele se desapega. Através do desapego a sua mente é libertada. Quando ela está libertada surge o conhecimento: ‘Libertada.’ Ele compreende que: ‘O nascimento foi destruído, a vida santa foi vivida, o que deveria ser feito foi feito, não há mais vir a ser em nenhum estado.’”